agosto 3, 2026
agosto 3, 2026
03/08/2026

Reforma tributária aumenta alíquotas do ITCMD e impacta planejamento patrimonial

A proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso modifica significativamente o cálculo do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), afetando desde heranças até doações em vida. A principal alteração implementada é a introdução de uma alíquota progressiva, que aumenta conforme o valor do bem transferido, substituindo o modelo de alíquota fixa adotado anteriormente em alguns estados.

Hoje, o ITCMD é cobrado de forma uniforme, independentemente do montante transferido. Com as mudanças, a alíquota poderá chegar a 8% para patrimônios mais elevados, potencialmente aumentando o custo para quem possui bens de maior valor. Essa medida visa tornar a tributação mais proporcional às possibilidades financeiras de cada contribuinte, embora possa representar um encarecimento no processo de transferência de bens.

Outra modificação importante é a alteração nas estratégias de doação entre estados. Como parte da reforma, o recolhimento do imposto passou a ser obrigatório no estado de residência do falecido ou do doador, acabando com práticas que buscavam reduzir o valor do imposto ao transferir bens para regiões com alíquotas menores. Além disso, há dispositivos que criam mecanismos para a tributação de heranças e doações de recursos situados no exterior, embora anteriormente essas ações dependessem de legislação complementar ainda não implementada.

Antecipar o planejamento sucessório tornou-se uma estratégia mais relevante diante das novas regras. Opções como a formação de holdings familiares, que permitem uma gestão mais eficiente dos bens e podem facilitar o pagamento de impostos, estão ganhando destaque. Contar com seguros de vida também aparece como uma alternativa para agilizar a liberação de recursos aos herdeiros, evitando a necessidade de venda rápida de bens para quitar obrigações fiscais.

A implementação definitiva das novas regras está próxima, e a recomendação é que os proprietários de bens atualizem seu planejamento patrimonial o quanto antes. Dessa forma, poderão evitar custos elevados e procedimentos mais demorados após o falecimento, garantindo maior segurança na transferência de seus bens.


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