Recentemente, Eduardo Paes intensificou suas ações no interior do Rio de Janeiro, o que tem impacto sobre a base de apoio do pré-candidato Douglas Ruas, do PL, ao governo estadual. Essa mudança no cenário político tem provocado uma redistribuição de alinhamentos entre gestores municipais, abrindo caminho para disputas mais acirradas na eleição de 2026.
Desde a saída de Cláudio Castro do comando do governo estadual, em março, a influência de Ruas na representação dos municípios do estado diminuiu. Paes, por sua vez, tem realizado visitas frequentes ao interior, conquistando apoio de prefeitos de diferentes legendas, como o PSD, que filiou Marcelo Magno, de Arraial do Cabo, em junho, e o prefeito de Paraíba do Sul, Julio Canelinha, que migrará do União Brasil para o PSD. Atualmente, Paes conta com o respaldo de ao menos 33 prefeitos, enquanto Ruas possui o apoio formal de 13 gestores.
Estimativas recentes indicam que, dos 49 prefeitos que permanecem alinhados às legendas de Ruas, apenas uma parcela expressa apoio público ao pré-candidato da Alerj. O esforço de Ruas para fortalecer sua posição inclui reuniões com prefeitos aliados e cobranças internas por fidelidade, especialmente após alguns gestores aparecerem ao lado de Paes publicamente. Entre os prefeitos que continuam sem definir apoio oficial estão aqueles de municípios menores, que tendem a manter maior proximidade com os eleitores e a evitar confrontar possíveis ganhadores da disputa.
A fragilidade do projeto de Ruas também é atribuída à perda de controle do governo estadual, uma vez que a impugnação do STF que impediu sua indicação para a função de governador tampão eliminou uma importante ferramenta de influência política. Sem a estrutura do executivo, o pré-candidato do PL encontra dificuldades em consolidar alianças estratégicas no interior do estado.
Enquanto isso, Paes mantém uma agenda de visitas contínuas às regiões, promovendo reuniões com prefeitos e fortalecendo seu relacionamento com lideranças locais. Municípios como Quissamã e Silva Jardim seguem buscando equilibrar a interlocução com ambos os pré-candidatos, recebendo delegações distintas em suas agendas. O cenário permanece dinâmico, com próximos movimentos políticos sendo aguardados para definir os rumos das campanhas municipais e estaduais.
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