O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), anunciou publicamente o encerramento da aliança política com o ex-prefeito Fabiano Horta, atribuindo a ruptura a uma série de traições e à má gestão dos recursos municipais. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “Jogo do Poder”, transmitido pela CNT.
De acordo com Quaquá, o desacerto ocorreu após o cumprimento de acordos sobre o alinhamento político do grupo, especificamente sobre as candidaturas futuras. Segundo ele, inicialmente, havia um entendimento de que Horta apresentaria-se como candidato ao cargo majoritário, porém, o ex-prefeito surpreendeu ao buscar uma vaga na Câmara Federal sem aviso prévio, contrariando as expectativas. Quaquá criticou a postura de Horta, apontando que o ex-aliado começou a traí-lo logo no início da gestão, quando ainda não tinham conquistado uma bancada expressiva de vereadores na cidade.
Além das questões partidárias, o prefeito destacou problemas relacionados à situação financeira do município. Ele afirmou que encontrou dívidas consolidadas na ordem de R$ 480 milhões, apesar do orçamento elevado de Maricá, impulsionado pelos royalties do petróleo. Quaquá comparou os recursos utilizados na administração anterior a um “auditório do Silvio Santos”, onde o dinheiro público era direcionado para programas sociais sem foco na qualificação profissional ou na geração de emprego. Ele criticou a gestão passada por gastar uma quantia de cerca de R$ 7 bilhões ao ano em contratos considerados excessivos.
Em sua atual administração, Quaquá afirmou estar promovendo uma ‘faxina’ financeira. Ele destacou ações de corte de despesas com contratos considerados supérfluos, com a meta de economizar recursos e criar um superávit de aproximadamente R$ 3 bilhões. O objetivo é canalizar esses recursos em grandes obras e projetos voltados ao período pós-petróleo, como o complexo turístico Maraê e intervenções arquitetônicas de Oscar Niemeyer.
Por fim, o prefeito revelou que a redução de gastos levou à intensificação da segurança pessoal dele, diante da resistência e críticas que tem recebido em relação às medidas de contenção de despesas. A administração atual promete continuar focada na reestruturação financeira e na implementação de programas de infraestrutura e desenvolvimento social.
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