julho 14, 2026
julho 14, 2026
14/07/2026

Nubank investe R$ 40 milhões em nova sede no Centro do Rio, ocupando cinco andares

O Nubank iniciou 2026 com movimentações no mercado imobiliário do Centro do Rio, alugando cinco andares do Edifício Vista Mauá, localizado na Rua do São Bento. A previsão é de que, até o final do ano, a companhia inicie atividades na sua primeira sede na cidade, após realizar uma reforma nas lajes corporativas do edifício, avaliada em aproximadamente R$ 40 milhões.

A nova operação ocupará uma área de cerca de 7 mil metros quadrados, capaz de acomodar aproximadamente 1.000 funcionários simultaneamente, considerando seu modelo de trabalho híbrido com rodízio de equipes. Estão previstas também instalações de apoio, incluindo aproximadamente 100 vagas de estacionamento para colaboradores.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão planejada pelo banco, que anunciou, em janeiro, investimento superior a R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos para ampliar sua presença de escritórios no Brasil, respondendo ao crescimento da empresa e às mudanças no ambiente de trabalho.

Nos últimos meses, inúmeras movimentações de ocupação de espaços comerciais vêm contribuindo para a redução da vacância no centro da cidade. Dados recentes de uma consultoria especializada indicam que, no segundo trimestre de 2026, o Centro liderou a absorção líquida de escritórios de alto padrão no Rio, com aproximadamente 11 mil metros quadrados preenchidos, superando outras regiões como a Barra da Tijuca e o eixo Flamengo/Glória.

Durante o primeiro semestre, a absorção líquida total do mercado empresarial carioca foi de cerca de 36 mil metros quadrados, enquanto a porcentagem de imóveis de alto padrão vagos reduziu-se para 23,5%, em comparação com 24% no trimestre anterior e 27,2% no mesmo período de 2025.

Além do mercado local, outras plataformas de análise imobiliária apontam a redução na vacância de edifícios de alto padrão. No final de 2025, a Colliers identificou uma taxa de 21% de imóveis disponíveis, a mais baixa desde o início dos levantamentos, em 2016. JLL e CBRE também indicaram melhorias, com reduções na vacância de edifícios de categorias A e A+, agora estimada em 26,5% e 18,7%, respectivamente.


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