Na manhã desta quarta-feira (15/07), a Polícia Civil do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério Público estadual, deflagrou a Operação Hawala, visando desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, movimentou ao menos R$100 milhões provenientes do tráfico de drogas. A ação resultou na prisão de dez pessoas e na execução de 37 mandados de busca e apreensão em endereços situados no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.
As investigações tiveram iniciação na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, que identificou uma loja multimarcas localizada no Complexo do São Carlos. Essa empresa estaria ligada à cúpula do Terceiro Comando Puro e comercializava produtos falsificados, além de receber eletrônicos roubados. Os agentes rastrearam os responsáveis pela firma e descobriram uma complexa rede de dezenas de empresas de fachada, espalhadas por diversos estados, criadas com o objetivo de facilitar a lavagem de recursos oriundos do tráfico de drogas.
Parte das investigações apontou uma conexão comercial entre uma das empresas vinculadas aos suspeitos e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. De acordo com as informações coletadas, essa pessoa teria ligação com uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. A Polícia Civil informou que essa hipótese será aprofundada após a análise do material apreendido na operação.
Segundo as apurações, o esquema de lavagem também escondia recursos ligados a organizações criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação permanece em andamento, com a expectativa de ampliar o entendimento sobre a rede e seus vínculos.
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