O Museu da Paz e das Utopias, uma das principais obras previstas na plataforma de 13 projetos assinados por Oscar Niemeyer para Maricá, começa a se consolidar em detalhes. Em entrevista recente, o prefeito Washington Quaquá revelou que a edificação deverá se tornar uma referência arquitetônica na cidade, além de acolher integralmente o acervo do renomado fotógrafo Sebastião Salgado.
Originalmente, o projeto foi desenvolvido por Niemeyer para ser construído em Moscou, na ex-União Soviética. Com a dissolução do bloco socialista, a planta permaneceu arquivada no escritório do arquiteto em Copacabana até ser adquirida pela administração municipal de Maricá. Quaquá explicou a aquisição como uma oportunidade de transformar o conceito original em um centro cultural de impacto, abastecido pelo acervo do fotógrafo brasileiro, considerado de expressão internacional.
O Museu da Paz e das Utopias faz parte de um ecossistema que inclui o Memorial Presidente João Goulart e eventos de destaque, como o encontro internacional de dezembro, conhecido como “Davos de Maricá”. Essa estrutura visa promover debates sobre o desenvolvimento do Brasil, em consonância com a visão do arquiteto Darcy Ribeiro acerca da potencialidade da região tropical. Segundo o prefeito, a iniciativa será um local de discussão do futuro do país, posicionando Maricá como centro de reflexão e inovação.
A construção do museu integra um investimento de aproximadamente R$ 73,6 milhões, direcionado à aquisição de projetos de Niemeyer. A estratégia busca transformar a cidade no segundo maior polo de obras do arquiteto no Brasil, atrás apenas de Brasília, além de fomentar uma economia baseada no turismo, ciência e cultura após o fim dos royalties do petróleo. Quaquá destacou que o projeto visa preparar Maricá para um cenário de sustentabilidade econômica no pós-petróleo, elevando-se ao status de destino cultural internacional.
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