A Polícia Civil de Niterói indiciou uma mulher suspeita de racismo após um incidente ocorrido em um supermercado na região metropolitana do Rio de Janeiro. O episódio, que aconteceu no dia 6, ganhou destaque após imagens do ocorrido viralizarem nas redes sociais nesta semana.
Segundo relato da vítima, Stefany Castro, auxiliar de limpeza de 26 anos, a agressão verbal e física ocorreu enquanto ela fazia compras no Supermercado Princesa, no bairro Ingá. Ao passar suas mercadorias pelo caixa, ela optou por usar o atalho do caixa preferencial, que estava desacompanhado de clientes. Nesse momento, uma mulher que estava atrás dela iniciou uma série de comentários ofensivos, chamando-a de “vagabunda” e questionando a utilização do caixa preferencial, direcionados à vítima em voz alta.
De acordo com Stefany, ela tentou evitar conflito, seguindo com seu procedimento de pagamento. No entanto, a mulher insatisfeita teria passado à sua frente, jogando seus produtos no chão, o que levou a vítima a recolher as mercadorias e insistir em concluir a compra pelo mesmo caixa. A agressora, então, teria intensificado as ofensas, usando palavras racistas e xenofóbicas, como “neguinha de morro”, “preta”, “gorda”, além de dizer para Stefany “ir caçar um trabalho”.
A jovem relata que, após essas provocações, foi atingida com um tapa no rosto e no braço. Para se defender, ela reagiu e conseguiu gravar parte do episódio em vídeo, no qual é possível ouvir a mulher se identificando como delegada de polícia e desafiando quem estivesse presente a chamar a polícia. Testemunhas presentes no supermercado viram o conflito e a equipe policial foi acionada, levando a vítima, a acusada e uma funcionária do caixa para a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói.
Durante o depoimento na delegacia, a acusada teria tentado convencer Stefany a desistir do registro policial, oferecendo R$ 200,00 para que não fosse feito o boletim de ocorrência. Ainda, a mulher teria alegado possuir Alzheimer e afirmado que só daria testemunho em juízo, embora não apresentasse comprovação médica, apenas uma marcação médica na carteira. A vítima afirma que a mulher permaneceu em silêncio durante o procedimento policial.
A investigação foi concluída e o inquérito encaminhado ao Ministério Público no dia 9. A mulher foi indiciada por injúria racial. A Polícia Civil esclareceu que ela não ocupa cargo de delegada de polícia, mas sim é advogada aposentada. Além disso, confirmou que a suspeita possui Alzheimer em estágio avançado, informação inicialmente contestada pela vítima.
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