julho 17, 2026
julho 17, 2026
17/07/2026

Financiamento imobiliário no Rio exige renda de até R$ 90 mil em bairros valorizados

A dificuldade de obter financiamento imobiliário no Rio de Janeiro varia significativamente conforme o bairro. Dados recentes indicam que a renda comprovada exigida pelos bancos pode ultrapassar R$ 80 mil em áreas de alta valorização, enquanto regiões mais acessíveis requerem rendimentos menores para aprovação.

Segundo uma ferramenta criada pela Loft, baseada em imóveis negociados entre março e junho de 2026 e nas taxas praticadas por bancos como Bradesco, Itaú e Santander, uma simulação de financiamento de 80% do valor de uma propriedade considera um prazo de 420 meses. Os valores de entrada variam conforme a localização. Nos bairros mais caros, a necessidade de renda mensal atinge aproximadamente R$ 90 mil, enquanto em áreas como Campo Grande e Taquara, é possível obter crédito com rendimentos em torno de R$ 8,4 mil.

Na lista dos bairros com maior volume de transações, Leblon apresenta a maior exigência de renda, com comprovação mensal de aproximadamente R$ 89,5 mil. Ipanema e Barra da Tijuca aparecem logo após, com requisitos de R$ 84,3 mil e R$ 57,5 mil, respectivamente. Em contrapartida, regiões como Campo Grande, com R$ 8,4 mil, e Jacarepaguá, com R$ 11,9 mil, representam alternativas mais acessíveis para quem busca financiamento.

A pluralidade do mercado imobiliário do Rio é ressaltada por Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, que evidencia diferenças significativas entre os bairros em relação às exigências de crédito.

Áreas reconhecidas por sua valorização também apresentam exigências elevadas de renda. Na ponta do ranking, Leblon e Jardim Botânico oferecem imóveis cujo valor médio supera R$ 2,7 milhões, demandando uma renda mensal de mais de R$ 89 mil para financiamento. Outros bairros como Ipanema, Lagoa e São Conrado também requerem rendimentos elevados, variando entre R$ 68,8 mil e R$ 84,2 mil.

Apesar da redução da taxa básica de juros (Selic) de 14,75% para 14,25% ao ano em junho de 2022, os custos de financiamento imobiliário permanecem altos. Uma pesquisa divulgada pela Loft revela que juros elevados continuam entre os principais motivos de desistência de compras, com 22% dos entrevistados afirmando que essa foi a causa. Outros 21% disseram que as parcelas ficaram acima do esperado. Segundo a análise, as decisões dos bancos em ajustar gradualmente as taxas de juros fazem com que as condições de crédito demorem a refletir as mudanças na política monetária.


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