A trajetória das finais da Copa do Mundo é marcada por acontecimentos históricos e desempenho de destaque por parte de várias seleções. Dados estatísticos revelam feitos impressionantes e tendências que ilustram a evolução do futebol mundial ao longo dos anos.
O lance mais rápido em uma final aconteceu em 1974, na partida disputada em Munique, quando Johan Neeskens marcou gol em apenas 88 segundos após o início do jogo. Na ocasião, a equipe holandesa tocou a bola 16 vezes antes de Neeskens abrir o placar, após uma cobrança de pênalti marcada devido a uma jogada de Johan Cruyff na área.
O fenômeno de consiga uma vitória sem sofrer gols se deu em 1990, quando a seleção alemã ocidental conquistou o título ao vencer a Argentina por 1 a 0. Este é o único caso em que uma equipe finalista encerrou a competição sem sofrer nenhum gol, após 15 edições de Copas, representando 60 anos de história.
Outro aspecto que gerou expectativa foi o uso do segundo uniforme em finais, um tabu que perdurou por mais de quatro décadas. Desde 1966, seleções que optaram por vestir sua segunda camisa durante finais sofreram derrotas. Essa tendência foi quebrada em 2010, com a vitória da Espanha, que utilizou o uniforme reserva na decisão.
Na final de 1954, ocorreu o famoso jogo que eliminou a invencibilidade de 30 partidas da Hungria ao ser derrotada pela Alemanha Ocidental por 3 a 2. Antes, na fase de grupos, a Hungria tinha vencido o adversário por 8 a 3. Na final, abriram o placar precocemente, porém os alemães saíram com o resultado positivo, marcando uma vitória considerada única na história da competição.
A maior disparidade de idade entre jogadores que conquistaram títulos mundiais foi registrada na Itália de 1982, quando Giuseppe Bergomi, com 18 anos, entrou em campo ao lado do goleiro Dino Zoff, de 40 anos, uma diferença de 22 anos. Este contraste superou também a margem de 15 anos entre Pelé e Nilton Santos em 1958.
Em 1966, equipes mais experientes tiveram destaque: brasileiros que disputaram a final contra a Itália tinham, somados, 220 convocações anteriores, enquanto em 1970, a seleção brasileira tinha uma quantidade significativamente maior de chamadas internacionais, totalizando 220 participações.
Somente sete seleções conseguiram inverter desvantagens iniciais no placar e conquistar o título mundial. Destes, seis o fizeram nas primeiras sete edições da Copa, com resultados variados de recuperação e viradas surpreendentes.
Mudanças na escalação também marcaram finais históricas. No Mundial de 1958, por exemplo, jogadores que iniciaram as disputas não estavam na formação de estreia, ganhando vagas ao longo do torneio, incluindo Pelé, que se destacou como o mais jovem a marcar em finais na história do torneio.
Na questão de artilharia, o francês Kylian Mbappé detém o recorde de maior número de gols em finais, totalizando quatro. Seus tentos ocorreram em duas finais distintas, incluindo um hat-trick na edição de 2022, consolidando-se como o maior goleador em finais da Copa do Mundo.
O brasileiro Cafu é único na história ao disputar três finais, em 1994, 1998 e 2002, conquistando o título em todas elas. Apesar disso, Pelé participou de duas finais, mas não jogou na de 1962 devido a uma lesão, limitando sua participação a outras decisões.
Somente cinco atletas conseguiram marcar gols em mais de uma final, destacando-se nomes como Pelé, Vavá e Mbappé. Além disso, apenas Luis Monti protagonizou a presença em finais diferentes defendendo seleções distintas: Argentina em 1930 e Itália em 1934.
Atualmente, a lista de jogadores que disputaram várias finais continua a crescer, com Lionel Messi se aproximando de igualar o recorde ao atuar em três finais, incluindo a de 2026, uma competição que ainda está por acontecer.
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