A 78ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá em Niterói, destaca a promoção de inclusão, diversidade e equidade na produção do conhecimento. O evento, realizado entre os dias 26 de julho e 1º de agosto na Universidade Federal Fluminense (UFF), contará com atividades voltadas ao debate sobre pluralidade na ciência brasileira, com ênfase nas comissões Afro, Indígena e Comunidades Tradicionais, além do setor de Gênero, Diversidade e Equidade. O tema central da discussão é “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, e a abertura será no Distrito de Inovação da Cantareira.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a UFF e a prefeitura municipal de Niterói. Considerada a maior reunião científica da América Latina, a SBPC tem como propósito aproximar pesquisadores, estudantes e sociedade civil em torno de temas estratégicos para o avanço do país. Apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Fundo Itaú, a edição deste ano reforça o compromisso com o fortalecimento da ciência brasileira.
Segundo o prefeito de Niterói, a realização do evento na cidade demonstra o envolvimento com os princípios de educação, inovação e pesquisa, além de promover debates essenciais acerca de inclusão e diversidade. O evento também visa aproximar o conhecimento popular, além de consolidar a imagem de Niterói como uma cidade voltada ao futuro.
A programação específica das comissões Afro, Indígena e Comunidades Tradicionais buscará refletir sobre práticas éticas e decoloniais na pesquisa, estimulando a valorização dos saberes tradicionais e o afastamento do eurocentrismo acadêmico. Conferências, mesas-redondas e debates com lideranças indígenas e de comunidades tradicionais integrarão as atividades, com destaque para o reconhecimento da importância dos conhecimentos ancestrais na construção do conhecimento científico.
Diversas lideranças de destaque, como o reitor da Universidade Pluriétnica Aldeia Marakana e uma representante do Coletivo de Ancestralidade Quilombola da UFRRJ, participarão de mesas que apresentarão experiências acadêmicas e culturais relacionadas à temática. Além disso, uma exposição de tecnologia social, intitulada “Cidade Imaginária Antirracista”, ficará disponível para experimentação do público, abordando a segregação racial nas cidades brasileiras a partir de um jogo georracial desenvolvido pela UFF, que incentiva a proposição de ideias antirracistas na educação e na mobilidade urbana.
Outro eixo relevante na edição deste ano é o de Gênero, Diversidade e Equidade, que promoverá debates sobre igualdade e inclusão. Entre as atividades, destaca-se uma roda de conversa dedicada às trajetórias de mulheres que desafiaram o machismo e abriram caminhos para a participação feminina na universidade pública. Também haverá um espaço para discutir os desafios enfrentados por populações trans e travestis na educação e na ciência, bem como debates sobre o papel das mulheres na política brasileira em contexto eleitoral.
A programação prevê ainda rodas de conversa sobre enfrentamento às violências de gênero e conferências com pesquisadores de diversas áreas, além de atividades culturais. A realização na cidade de Niterói marca a primeira vez que o evento é sediado na localidade, que espera receber cerca de 50 mil participantes no campus da UFF. As ações são abertas ao público e as inscrições para as atividades principais são gratuitas, com exceção de minicursos, materiais opcionais e submissão de trabalhos na Sessão de Pôsteres.
A cerimônia de abertura ocorrerá em 26 de julho às 17h30, no Distrito de Inovação da Cantareira, enquanto a programação ocorrerá na UFF até o dia 1º de agosto, na Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis. Entre os principais núcleos de atividades estão sessões de pôsteres, jornadas de iniciação científica, programas culturais e debates temáticos, promovendo um espaço de diálogo multidisciplinar voltado ao avanço científico e social do país.
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