agosto 11, 2026
agosto 11, 2026
11/08/2026

Polícia Civil desmantela esquema de adulteração de medidores de gás natural na Baixada Fluminense

A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (11) uma operação contra um esquema de adulteração e desvio de medidores de gás natural, que eram reutilizados após modificações ilegais. A ação, denominada Operação Medida Certa, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos situados na cidade do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e em Congonhas, Minas Gerais.

De acordo com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, os envolvidos possuíam conhecimentos técnicos específicos relacionados a equipamentos de gás natural veicular (GNV). O grupo retirava os medidores de uma concessionária, realizava alterações nos dispositivos, trocava componentes e modificava suas identificações, reaproveitando-os de forma irregular no mercado.

A investigação revelou a divisão de tarefas entre os suspeitos, indicando que um deles tinha acesso privilegiado às instalações da concessionária, monitorando os aparelhos e facilitando a retirada dos medidores. As apurações também indicam que informações sobre fiscalização eram repassadas adiantadamente a proprietários e gestores de postos de combustíveis, permitindo que esses locais escondessem provas ou interrompessem práticas ilícitas antes das vistorias.

As ações também identificaram empresas legalmente registradas para instalação e manutenção de equipamentos de GNV. Ainda não há definição sobre as funções específicas de cada pessoa ou empresa no esquema, que está sendo apurado.

Novas pistas surgiram a partir da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos em etapas anteriores da investigação. Além dos prejuízos financeiros à concessionária, os investigadores avaliam também riscos à segurança e à confiabilidade dos equipamentos de gás, devido às possíveis adulterações.

A operação contou com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e de uma concessionária de gás. Os suspeitos podem responder por crimes que incluem furto qualificado, receptação, associação criminosa, estelionato e outros delitos que possam surgir no curso das investigações.


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