agosto 26, 2026
agosto 26, 2026
26/08/2026

Vigilantes de unidades de saúde no RJ enfrentam meses sem salário, benefícios e transporte

Vigilantes que atuam em unidades de saúde estaduais na Região Metropolitana do Rio enfrentam atrasos nos pagamentos de salários, transporte e benefícios há cerca de quatro meses. Os trabalhadores, que atuam no Hospital Alberto Torres, na UPA do Colubandê e no Hospital João Batista Caffaro, relataram dificuldades financeiras decorrentes do não recebimento de compensação por seu trabalho, incluindo a ausência de passagem, alimentação e remuneração.

Segundo relatos, houve uma troca de empresa responsável pelo serviço há aproximadamente um mês, porém a propriedade da prestadora de serviços permaneceu a mesma. A antiga contratada, identificada pelos funcionários como Maranta, teria deixado pendências relacionadas a salários, rescisões e benefícios. Mesmo após a mudança de empresa, os problemas persistem; os vigilantes aguardavam o pagamento, inicialmente previsto para o dia 11 de agosto, que até o momento não foi realizado.

Um dos trabalhadores indicou que há dificuldades também para adquirir recursos básicos, como transporte diário, e que a situação afeta suas famílias. O grupo de vigilantes já procurou o Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e Região e a Fundação Saúde do governo estadual para relatar o impasse.

O sindicato divulgou que encaminhou ofício à atual prestadora de serviço, a RJ Seg, cobrando esclarecimentos e a regularização dos pagamentos. Apesar de a empresa informar que não estaria recebendo as faturas referentes ao contrato, o sindicato defende que os trabalhadores não devem ser prejudicados por problemas na relação contratual entre a prestadora e a administração pública. Em resposta, a entidade também está em contato com a Fundação Saúde, órgão responsável pela contratação, e planeja solicitar uma audiência no Ministério do Trabalho e Emprego para buscar uma solução ágil.

A RJ Seg admitiu o atraso nos pagamentos e afirmou que os valores começarão a ser liberados de forma gradual a partir de 12 de agosto, após a conclusão do processamento bancário. A empresa declarou que o valor referente ao vale-transporte já foi depositado e que, embora tenha havido atrasos na entrega dos cartões de alimentação, está fornecendo refeições nos postos de trabalho e garantirá o pagamento retroativo aos períodos sem benefício.

A companhia ressaltou que não haverá descontos em folha relativos à alimentação durante esse período e afirmou que a interrupção salarial foi de apenas dois dias úteis após o quinto dia útil previsto. A empresa também declarou que está mobilizando seus departamentos para solucionar a questão e reiterou o compromisso de manter os trabalhadores informados. Ainda não há data definida para a resolução completa do atraso, e os órgãos envolvidos continuam buscando alternativas para regularizar a situação.


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