A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira uma nova fase da operação que investiga uma rede suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Terceiro Comando Puro. A ação visa desarticular um grupo responsável por movimentar recursos através de atividades ilícitas vinculadas ao tráfico de drogas.
As investigações indicam que a organização teria movimentado aproximadamente R$ 4 milhões nos últimos três anos, provenientes de crimes como roubos, extorsões e golpes financeiros. Parte do dinheiro teria sido desviado por meio de fraudes envolvendo anúncios falsos na internet, principalmente na venda de veículos e aluguel de imóveis.
Durante a operação, policiais da 23ª Delegacia de Polícia (Méier), com apoio de agentes de várias unidades da corporação, do Ministério Público e de autoridades paulistas, cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e efetuaram quatro prisões preventivas. Os mandados foram executados em cidades como Cubatão, no Estado de São Paulo, e em Araruama, Belford Roxo e São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o esquema envolvia a atração de vítimas para comunidades de Belford Roxo, sob a promessa de negociações de automóveis. Lá, as vítimas eram ameaçadas a realizar transferências bancárias e tinham seus bens pessoais levados pelos criminosos. Além disso, o grupo utilizava falsas ofertas de aluguel e fraudava contas de serviços essenciais por meio de boletos falsificados, ampliando o alcance de suas ações ilegais.
A apuração revelou uma divisão de tarefas dentro do esquema. Pessoas, muitas delas desemp-regadas, eram recrutadas para divulgar os anúncios fraudulentos, recebendo remuneração pelo serviço. Essa estrutura dificultava a identificação dos responsáveis principais e ajudava a esconder a participação dos líderes do grupo, que permanecem sob investigação.
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