agosto 13, 2026
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13/08/2026

Fundo imobiliário oferta R$ 107,5 milhões por quatro andares do edifício mais alto do Rio

Um dos principais edifícios comerciais do Rio de Janeiro, a Torre do Rio Sul, na zona sul do bairro de Botafogo, está no centro de uma negociação de grande valor. O fundo de investimento imobiliário Pátria Escritórios ofereceu R$ 107,5 milhões pela aquisição de quatro pavimentos do edifício, considerado o mais alto da cidade. A proposta foi feita ao fundo BM Brascan Lajes Corporativas, gerenciado pela Argucia Capital, que atualmente detém os 21º, 27º, 28º e 40º andares, além de 128 vagas de estacionamento associadas às unidades.

As unidades atualmente ocupadas incluem empresas de destaque, como CNOOC, Sony, escritório de advocacia Trench Rossi e a Ambipar, gerando uma receita mensal de mais de R$ 800 mil em aluguéis para o fundo proprietário. Dessa forma, a operação de venda envolveria uma parte relevante do patrimônio imobiliário de alto padrão localizado na região.

A negociação provocou interesse de outros investidores, especialmente um fundo pertencente à gestora Capitânia, que possui cerca de 28% das cotas do BM Brascan. Este fundo solicitou a convocação de uma assembleia de cotistas para decidir se aprova ou não a venda das unidades. Caso aprovada, a transação pode consolidar ainda mais a presença do Pátria Escritórios no mercado de imóveis comerciais do Rio de Janeiro.

Atualmente, esse fundo possui um portfólio de 13 edifícios de escritórios, cujo único ativo na cidade é o Edifício Teleporto, localizado na Cidade Nova, com seis unidades. O patrimônio total do Pátria Escritórios é avaliado em cerca de R$ 1,4 bilhão e é negociado na B3, contando com mais de 140 mil investidores.

A Torre do Rio Sul, com 164 metros de altura e 40 andares, se destaca como um dos edifícios comerciais mais emblemáticos da zona sul carioca. Abriga 298 unidades, incluindo uma cobertura, além de dois subsolos e pavimentos destinados a estacionamento. Concluída em 1982, a construção marcou a história da engenharia civil no Brasil, sendo projetada pelo arquiteto Ulysses Burlamaqui com cálculos estruturais de Bruno Contarini. Sua arquitetura inovadora combina concreto, treliças aparentes e amplas áreas envidraçadas, sendo considerada arrojada na época.

O empreendimento dispõe de um heliponto privativo, exclusivo para os moradores e usuários, reforçando sua infraestrutura de alto padrão. Os valores de locação variam de aproximadamente R$ 75 a R$ 110 por metro quadrado, com salas menores alugadas por cerca de R$ 12 mil mensais e áreas maiores atingindo mais de R$ 90 mil. No mercado de venda, os preços variam entre R$ 10 mil e R$ 12,5 mil por metro quadrado, refletindo a sua elevada valorização na região.

No momento, a situação da operação encontra-se em análise pelos cotistas, aguardando decisão sobre a venda dos imóveis, o que poderá influenciar o próximo estágio da negociação.


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