A partir de 16 de agosto, inicia oficialmente a propaganda eleitoral em todo o Brasil, abrangendo também plataformas digitais e redes sociais. Candidatos, partidos, federações e coligações agora podem divulgar conteúdos relacionados às Eleições 2026 nesse ambiente, o que deve gerar um aumento expressivo de vídeos, publicações, anúncios e pedidos de voto.
Para quem deseja limitar a quantidade de mensagens políticas recebidas, as próprias plataformas oferecem recursos específicos de bloqueio e filtragem. Além disso, existem extensões e ferramentas gratuitas que auxiliam na redução de conteúdos relacionados à política, principalmente para usuários que acessam redes sociais pelo navegador. Vale destacar que essas medidas diferenciam-se de uma exclusão total do conteúdo político, permitindo reduzir anúncios pagos, mas sem eliminar publicações orgânicas normais de candidatos ou perfis seguidos.
No Instagram, é possível configurar o recebimento de anúncios políticos por meio da Central de Contas, nas Preferências de anúncios, onde o usuário pode indicar a preferência por ver menos conteúdo dessa natureza. A plataforma também permite ajustar recomendações de publicações políticas no feed através de uma seção específica de Preferências de conteúdo, voltada a limitar as sugestões provenientes de contas não seguidas pelo usuário.
No Facebook, o procedimento é semelhante. Através da Central de Contas, é possível acessar as Preferências de anúncios e selecionar a categoria relacionada a temas sociais, eleições ou política, configurando a opção de receber menos publicidade desse tipo. O usuário também pode ocultar publicações específicas ou deixar de seguir páginas que publicam conteúdo político de seu interesse.
Se for identificada propaganda política irregular, o próprio usuário pode denunciar esses anúncios dentro das plataformas, que possuem mecanismos específicos para esse procedimento. O Instagram, por exemplo, permite denunciar anúncios não autorizados, reforçando as regras para publicidade eleitoral nas redes sociais da Meta.
No TikTok, a abordagem é diferente: a plataforma não permite anúncios pagos relacionados a política, incluindo campanhas patrocinadas e conteúdos promovidos por criadores, conforme atualização de regras de julho de 2026. Os usuários podem publicar vídeos com temas políticos de forma orgânica, com o respeito às diretrizes da plataforma. Para evitar conteúdos indesejados, o TikTok oferece ainda o filtro de palavras-chave, onde é possível cadastrar termos como “eleições”, “candidato”, “partido” ou nomes de candidatos, limitando a exibição de vídeos relacionados a esses temas. Há também a opção de marcar vídeos como “Não tenho interesse”, ajudando o algoritmo a ajustar recomendações futuras.
Para quem navega pelos sites via browser, ferramentas de bloqueio gratuitas, como o Social Fixer e o F.B. Purity, oferecem a possibilidade de esconder publicações patrocinadas, filtrar conteúdo por palavras-chave e diminuir a exposição a propaganda política. Bloqueadores como o uBlock Origin e o AdGuard também auxiliam na redução de publicidade na navegação web, embora não possam impedir totalmente a chegada de conteúdos orgânicos ou não pagos.
Mesmo combinando as opções de configurações internas das plataformas com extensões externas, garante-se que conteúdos políticos não aparecerão de forma completamente eliminada durante a campanha. Grande parte das publicações eleitorais ocorre de modo orgânico, sem pagamento por anúncios, sendo mostradas por contatos, apoiadores, páginas ou influenciadores.
O início oficial da propaganda eleitoral marca o início de uma fase que seguirá até o primeiro turno das Eleições 2026, com a expectativa de aumento nos conteúdos veiculados pelas candidaturas e grupos de apoio.
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