Neste domingo, Niterói celebrou o encerramento da Festa Literária Internacional (FLIN) 2026, evento promovido pela Prefeitura e realizado no Reserva Cultural. Ao longo de quatro dias, a iniciativa atraiu mais de 50 mil visitantes, superando em 65% a previsão inicial de público, que era de 30 mil pessoas.
A programação contou com eventos diversos, incluindo debates, mesas redondas e encontros com autores conhecidos, tanto locais quanto internacionais. A participação de figuras como Fernanda Torres e Emicida destacou o caráter abrangente da feira, que abordou temas relacionados à literatura, cultura e memória social. Fernanda Torres, por exemplo, participou de uma conversa sobre sua trajetória criativa, leitura e representatividade, encerrando a programação com a leitura de um trecho de seu romance.
A edição de 2026 teve como tema central “Territórios das Palavras” e homenageou a intelectual Lélia Gonzalez. A iniciativa buscou fortalecer a diversidade de vozes e as múltiplas linguagens artísticas, além de promover ações voltadas às crianças, reafirmando a importância da literatura desde a infância. A participação de nomes como Conceição Evaristo, Teresa Cristina e Marcelo Adnet exemplifica essa pluralidade.
O evento também promoveu debates sobre periferias, cultura popular, ancestralidade e questões de gênero, incluindo atividades no Palco Territórios e o Sarau Ocupação Afropoética, promovido por Sol de Paula. Os debates reuniram autores, pesquisadores e artistas de destaque nos seus campos de atuação.
A presença de convidados renomados, como Ana Maria Gonçalves, Jeferson Tenório, Valter Hugo Mãe e outros, contribuiu para o pluralismo da programação. Além disso, a cadeia do livro teve crescimento, com mais editoras e livrarias participantes, além de ações de fomento à leitura e estímulo à economia do setor, incluindo a utilização do cartão de compra local, o Arariboia.
A parceria com instituições como a Academia Brasileira de Letras e a Biblioteca Nacional ampliou o alcance cultural do evento, que ainda promoveu ações sociais, como troca de livros por resíduos, arrecadação de alimentos e ações de formação de leitores em escolas públicas. Com tradução em Libras e recursos de acessibilidade, a festa reforçou o papel da literatura como ferramenta de inclusão, transformação social e diálogo.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



