O governo dos Estados Unidos voltou a considerar a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A informação foi divulgada neste domingo por um jornal internacional, que reportou conversas internas na administração do então presidente Donald Trump.
Segundo a reportagem, essa possibilidade surge em um momento de tensões crescentes nas relações diplomáticas entre Washington e Brasília. Moraes havia sido sancionado em julho de 2025 sob a Lei Magnitsky, que permite restrições a indivíduos acusados de violações graves de direitos humanos. Essas penalidades foram revogadas em dezembro do mesmo ano.
A reavaliação de possíveis novas sanções ganhou força após decisões recentes do ministro. Entre elas, está uma investigação envolvendo o jornalista Luis Pablo Conceição Almeida, que autorizou procedimentos relacionados ao vazamento de informações sobre um ex-secretário do Maranhão e a divulgação de conteúdo relacionado à família do ministro Flávio Dino. Essas ações geraram debates sobre a proteção da fonte jornalística e despertaram interesse de autoridades americanas.
Caso as sanções sejam retomadas, Moraes poderá ter seus ativos sob jurisdição americana congelados e enfrentar limitações para realizar transações econômicas com pessoas ou entidades nos Estados Unidos. A discussão ocorre em um contexto de desentendimentos entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo temas comerciais, diplomáticos e políticos. Ainda não há confirmação oficial de que o governo norte-americano irá reinstituir essas restrições, mas a possibilidade mantém-se sob avaliação.
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