O início de agosto acendeu um sinal de alerta ambiental em todo o Estado do Rio de Janeiro. Em apenas sete dias, o Corpo de Bombeiros contabilizou mais de mil ocorrências envolvendo incêndios florestais, em um período marcado pela combinação de vegetação seca, calor, baixa umidade e fortes rajadas de vento.
O cenário levou o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a indicar risco elevado para a propagação de novos focos. O vento aumenta a velocidade com que as chamas avançam e também pode transportar material em combustão para outras áreas, dificultando o trabalho das equipes de emergência.
A preocupação ganhou ainda mais força no dia 7, quando o estado enfrentava previsão de rajadas superiores a 90 km/h. Diante das condições meteorológicas, um gabinete de crise foi mobilizado para acompanhar possíveis ocorrências e coordenar ações de prevenção.
A Defesa Civil reforçou que, em períodos de baixa umidade e vegetação ressecada, pequenas queimadas podem ganhar grandes proporções rapidamente. A recomendação é não utilizar fogo para limpeza de terrenos, não queimar lixo e evitar qualquer atividade que possa produzir faíscas perto de áreas verdes.
Em situações de incêndio, a orientação é manter distância do local e comunicar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Foto: Reprodução/Internet



