Uma edificação abandonada há mais de dez anos na região da Mumbuca, em Maricá, será demolida para dar lugar a um novo complexo educacional. A ação foi confirmada pelo prefeito Washington Quaquá durante uma inspeção às obras de drenagem na área, realizada nas redes sociais.
Localizada às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), a estrutura está localizada em uma área atualmente em processo de desapropriação pelo município. A prefeitura pretende transformar esse espaço em um Campus de Educação Pública Transformadora (CEPT), com foco na expansão da oferta de ensino na região. Durante a vistoria, Quaquá indicou a construção como um obstáculo ao fluxo natural das águas pluviais, reforçando a intenção de sua remoção.
Segundo o prefeito, a demolição faz parte de uma iniciativa mais ampla para solucionar problemas de alagamentos recorrentes na Rua Mululo Gomes Vieira, na Mumbuca, assim como em áreas adjacentes do Jardim Nova Metrópole. O projeto de implantação do novo CEPT foi anunciado oficialmente no início de 2025, após o município aprovar um decreto declarando de utilidade pública os terrenos envolvidos. Essa etapa é essencial para a continuidade do processo de desapropriação, seja por vias administrativas ou judiciais.
A área destinada ao novo campus possui cerca de 12,5 mil metros quadrados, localizada próximo ao Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), ao longo do km 28 da RJ-106. O projeto prevê a construção de instalações que atendam desde o ensino fundamental até atividades culturais, esportivas e tecnológicas, incluindo laboratórios, ginásio, biblioteca e espaços de convivência.
A despeito do avanço na fase burocrática, a prefeitura ainda não anunciou uma data para a demolição da estrutura antiga. O processo também não inclui um cronograma oficial para o início das obras do campus ou detalhes financeiros relacionados à sua execução.
A justificativa apresentada por Quaquá para a remoção do imóvel também inclui a recuperação do sistema de drenagem local. De acordo com o gestor, a edificação teria obstruído um canal antigo de escoamento, agravando os problemas de alagamento na região. Para resolver essa questão, a prefeitura tem realizado obras de macrodrenagem, incluindo a instalação de galerias subterrâneas de grande porte, visando ampliar a capacidade de transporte das águas pluviais até a lagoa. O objetivo é restaurar o percurso natural das águas e reduzir os problemas de enchentes que têm afetado moradores há anos.
As ações de drenagem na área já acontecem há alguns meses, mas os episódios de alagamento permaneceram frequentes, com registros históricos de incidentes em 2013, 2018 e 2020. Quaquá relembrou sua ligação pessoal com a região, destacando ter passado parte de sua infância na localidade, que antigamente era conhecida como Cactolândia. A intervenção, avaliada como de grande importância para a comunidade, busca oferecer uma solução definitiva aos problemas crônicos de drenagem.
O futuro complexo educacional, previsto para incluir salas de aula, laboratórios, ginásio esportivo, biblioteca e espaços culturais, será construído na área desapropriada. O projeto também contempla parcerias com o governo estadual para ampliar a oferta de educação na região. Ainda não há uma estimativa de quando a estrutura antiga será demolida ou detalhes sobre o cronograma de execução das obras do novo campus, mas a iniciativa representa um avanço na renovação urbana e na resolução dos problemas de enchentes em Maricá.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



