A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou um alerta nesta quarta-feira para ajudar na recaptura de Sandro Batista Rodrigues, de 56 anos, conhecido como “Naíba” ou “NB”. A instituição distribuiu um cartaz solicitando informações que possam levar à localização do foragido, que está desaparecido desde o dia 30 de dezembro de 2021, após escapar de uma unidade prisional.
Naíba é considerado uma figura de destaque no comando do tráfico na região, sendo apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso Comando Vermelho (CV). Ele é conhecido por seu histórico de fugas e por seu grau de periculosidade, estando registrado no sistema prisional como uma ameaça máxima à segurança pública.
O criminoso possui antecedentes que remontam a 1995, quando foi inicialmente preso e condenado a nove anos de reclusão. Após sua libertação condicional, retomou atividades ilícitas, sendo novamente preso em 2001 e recebendo uma condenação de 16 anos. Sua primeira fuga ocorreu durante uma rebelião na Casa de Custódia Jorge Santana, na capital, em 2002. Recapturado posteriormente, foi transferido para penitenciárias fora do estado, até que, com alterações judiciais, sua pena foi considerada cumprida antes de sua última fuga, o que levou à emissão de um mandado de prisão atualizado.
Além de suas atividades no tráfico, Naíba também foi relacionado a ações de combate ao tráfico de drogas, incluindo uma fuga envolvendo uma tubulação na cadeia, em 2010, durante uma operação de ocupação no Complexo do Alemão. Ele também foi preso em eventos distintos e é apontado como responsável por ordens de venda de drogas em várias comunidades na Região Metropolitana do Rio, como Cidade de Deus, Morro do Machado, Belford Roxo e outros locais ligados ao crime organizado.
Em 2023, imagens que mostram Naíba portando uma arma de fogo durante um evento social na Cidade de Deus reforçam sua condição de foragido armado. A polícia pede que qualquer pessoa com informações sobre seu paradeiro entre em contato com o Disque Denúncia, pelo telefone ou aplicativo, garantindo o anonimato e a confidencialidade na comunicação.
A situação atual indica que as forças de segurança continuam empenhadas na captura do suspeito, cujo paradeiro permanece desconhecido.
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