No último domingo, em São Gonçalo, foi realizada a primeira edição de uma feira promovida pela iniciativa “Mulheres da Parada” — parte de uma série de eventos planejados na Praça Zé Garoto, integrando a Rede Solidária MP. O destaque do evento foi a introdução de uma moeda própria, batizada de Sol, destinada a facilitar a circulação financeira entre empresas de artesanato, gastronomia, reciclagem, moda e arte locais, fortalecendo os negócios coletivos envolvidos.
A implantação da Sol marcou uma novidade no projeto de capacitação de empreendimentos da ONG responsável, que conta com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, assim como da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária. Durante a feira, todos os participantes optaram pelo uso da nova moeda, com mais de 80% das vendas realizadas em Sol. A equivalência estabelecida foi de um Sol para um Real, e quem adquiriu produtos contou com descontos oferecidos pelos próprios empreendedores.
A barraca do Banco Solidário ocupou um papel central na economia comunitária do evento, permitindo a troca de reais por Sols por meio de PIX ou pagamentos com celular. Uma das visitantes, Grace Kelly Rodrigues, elogiou a iniciativa por promover o espírito de solidariedade. Os participantes também relataram resultados positivos: uma empreendedora de gastronomia afirmou ter vendido todo o estoque de sucos e descartado a necessidade de dinheiro em espécie, além de notar aumento nas vendas com o uso da moeda digital.
Segundo a organização, o objetivo é criar um fundo rotativo para o banco solidário, possibilitando empréstimos sem juros para as empreendedoras adquirirem insumos e participarem de futuras feiras. A previsão é realizar driver outros 11 eventos similares na mesma praça, consolidando e aprimorando a economia solidária entre os coletivos locais. A iniciativa procura, assim, ampliar o impacto e a circulação da moeda Sol nas próximas edições.
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