outubro 19, 2026
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19/10/2026

Prefeito de Maricá apoia Lula e destaca impacto de projetos federais na economia local

Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), reforçou a importância do voto e alertou sobre possíveis impacto no futuro econômico do município. Em pronunciamento, Quaquá destacou que, embora a decisão seja individual e secreta, o resultado da eleição pode influenciar o andamento de projetos estratégicos para a cidade, especialmente aqueles que dependem de parcerias com o governo federal.

O gestor declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acreditando na continuidade do governo petista para ampliar os investimentos federais em Maricá. Entre as iniciativas mencionadas estão a implementação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a expansão do Aeroporto de Maricá, além de parcerias com empresas públicas como a Petrobras, e obras vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Quaquá, a vitória de Lula representa a possibilidade de realização de projetos importantes com o aporte de recursos federais, que gerariam empregos e desenvolvimento na cidade.

Na sua fala, o prefeito ressaltou que a escolha do eleitor pode definir o rumo da economia municipal, questionando se Maricá continuará isolada ou se se consolidará como uma grande força econômica.

Apesar de administrada pelo PT desde 2009, a dinâmica eleitoral em Maricá demonstra uma preferência crescente pelos candidatos ligados à direita. Nas últimas eleições presidenciais, o município deu maior apelo a candidatos da família Bolsonaro, com Flávio Bolsonaro recebendo quase 50% dos votos válidos no primeiro turno de 2026, superando Lula, que obteve cerca de 43%. Os resultados de eleições anteriores, como 2022 e 2018, também apontam uma forte tendência à votação em candidaturas apoiadas pela família Bolsonaro, contrastando com o voto favorável ao PT nas eleições municipais de 2010 e 2014.

Os programas sociais e avanços nas políticas públicas de Maricá têm sido um marco de seu perfil de governança, sob gestão petista. Destacam-se a criação da Moeda Social Mumbuca, a implementação do sistema de transporte gratuito conhecido como Vermelhinhos, o programa Passaporte Universitário, além de ações de saúde, habitação e infraestrutura. Muitas dessas iniciativas tiveram seu financiamento sustentado pelo aumento na arrecadação de royalties do petróleo, especialmente durante os governos de Quaquá e seus sucessores.

Ainda assim, a cidade enfrenta desafios relacionados ao saneamento, drenagem urbana e diversificação econômica, reforçando a dependência das receitas vinculadas ao petróleo. Apesar do caráter social e de infraestrutura, parte significativa desses projetos está vinculada à relação institucional de Maricá com órgãos federais e empresas públicas, cuja continuidade depende de fatores técnicos e legais além do alinhamento político do governo federal.

A relação entre a preferência eleitoral do município e a eleição presidencial evidencia também que o apoio ao governo municipal nem sempre se reflete nas escolhas em nível nacional. Como exemplo, em 2024, Quaquá venceu com folga as eleições municipais; no entanto, no pleito presidencial de 2026, o candidato apoiado por ele terminou atrás de Flávio Bolsonaro na cidade. Este cenário reforça a autonomia do eleitor em suas decisões, que podem levar a diferentes combinações de apoio às esferas municipal e federal.

No que diz respeito às perspectivas futuras, Quaquá destacou alguns projetos de interesse federal, como a instalação de uma ZPE na região de Jaconé, mesmo reconhecendo que a formalização e sua viabilidade dependem de aprovação em âmbito nacional. A ampliação do aeroporto local, atualmente voltado a operações de petróleo, também faz parte dessas ações. Além disso, o município negocia investimentos em infraestrutura portuária e recebeu, em janeiro de 2026, recursos do PAC para saneamento, transporte sustentável e drenagem, condicionados ao andamento de processos legais e orçamentários.

Por fim, o gestor reforçou que o voto é um direito individual garantido pela Constituição, e sua escolha não interfere automaticamente na continuidade de programas municipais ou na própria assistência social, já que direitos e políticas públicas devem seguir critérios legais. Ainda assim, a definição do próximo presidente será decisiva para moldar a relação de Maricá com os órgãos federais e o futuro de seus projetos de desenvolvimento. O resultado do segundo turno, além de determinar o chefe do Executivo nacional, também permitirá avaliar se a tendência de apoio a candidatos ligados à direita na cidade se manterá ou se haverá uma reversão.


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