Uma criança de 13 anos, residente em São Gonçalo, enfrenta dificuldades para dar continuidade ao tratamento contra leucemia devido à suspensão da cobertura de seu plano de saúde. Segundo a mãe, Lucas Mendes Pereira, o plano Klini Saúde foi cancelado em agosto, mesmo após decisões judiciais que determinaram a manutenção do serviço. A operadora, no entanto, não autorizou os atendimentos essenciais, comprometendo o tratamento do menino.
Lucas foi diagnosticado com leucemia em janeiro e, embora tenha passado pela fase de tratamento, uma mutação genética identificada posteriormente eleva o risco de recidiva. Os médicos recomendam que o jovem realize um transplante de medula, considerado urgentemente necessário. Para manter o tratamento, ele realiza quimioterapia periódica e manutenção do cateter de acesso, com frequência semanal.
O plano de saúde inicialmente estava vinculado a um sindicato ligado à prefeitura de São Gonçalo. Após o cancelamento, os beneficiários foram informados de que teriam 90 dias para contratar outra operadora. No entanto, por dificuldades relacionadas à condição de saúde do menino, a mãe afirma que não conseguiu efetivar uma nova contratação. A família recorreu à Justiça e obteve duas liminares que obrigariam a operadora a retomar a cobertura, mas, até o momento, essa decisão ainda não foi efetivamente cumprida.
A família também buscou auxílio junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e tentou contato direto com a operadora, sem sucesso. Segundo Karinna Mendes, a Klini Saúde considera o contrato inativo e estaria ignorando as tentativas de diálogo, o que coloca em risco a saúde de Lucas. Ela expressa preocupação de que a demora na liberação do procedimento possa prejudicar o tratamento e aumentar a possibilidade de recaída.
Para ajudar com os custos adicionais, a família promove uma rifa cujo sorteio está previsto para 27 de dezembro. Cada bilhete custa R$ 10 e pode ser adquirido por Pix, enviando o comprovante pelo WhatsApp, com a chance de ganhar sete dias de hospedagem em um resort em Maceió, programados para setembro de 2027.
Até o momento, a operadora Klini Saúde não se manifestou sobre o caso nem esclareceu as providências tomadas para garantir a continuidade do tratamento de Lucas, apesar de múltiplas tentativas de contato.
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