outubro 21, 2026
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21/10/2026

Retomada da reforma da Catedral Metropolitana do Rio inclui restauração de sinos e vitrais

A Catedral Metropolitana de São Sebastião, situada no centro do Rio de Janeiro, passa por sua primeira intervenção de grande porte em cinco décadas. O Governo do Estado retomou as obras de restauração do templo, cujo investimento totaliza R$ 72,1 milhões, destinados à recuperação de elementos estruturais, vitrais e da fachada de concreto. A previsão é de que o projeto seja concluído até julho de 2027.

A obra, conduzida pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP-RJ), teve início pela torre do campanário, construída em 1985. Nela, seis sinos, pesando entre 300 kg e 3,5 toneladas, foram removidos com o auxílio de guindastes para passar por processos de restauração e ajuste. Após a recuperação, os sinos estão expostos na entrada da Catedral e devem retornar à torre em novembro, com a expectativa de tocar simultaneamente em celebração ao Jubileu de Ouro, marcando 50 anos de existência do espaço religioso. Como novidade, os sinos passarão a ser acionados por sistema elétrico, substituindo a operação manual por corda.

Além da recuperação dos sinos, as equipes trabalham na recuperação da fachada de concreto da estrutura, que apresenta sinais de desgaste. Segundo Felipe Cordeiro, responsável pela manutenção do projeto, o concreto necessita de intervenção mais profunda para restaurar sua integridade. A parte externa, que exibe uma arquitetura modernista característica, passa por limpeza técnica e restauro com materiais especiais. Internamente, há ações voltadas à reabilitação estrutural, incluindo os vitrais que, por sua complexidade, demandam trabalhos artesanais de restauração.

Os vitrais, compostos por mais de 8 mil peças de vidro importado, representam uma das intervenções mais meticulosas. Eles se estendem por várias faixas ao longo da nave principal e são considerados elementos de destaque na arquitetura do templo. Os profissionais realizam o procedimento com grande cuidado, removendo e limpos os elementos num ateliê especial na própria Catedral. Caso alguma peça precise ser substituída, itens de reserva técnica, guardados desde a construção, são utilizados. Claudio Sacramento, responsável pelos vitrais, participa pela primeira vez de uma intervenção de grande escala, reforçando a importância do trabalho manual e artístico necessário para preservar as cores e características originais.

A retomada das obras ocorre em um momento de preparação para o 50º aniversário da Catedral, dedicada a São Sebastião. Segundo o padre Arthur Torres, a restauração contribuirá para melhorar a estrutura do espaço, além de preparar o local para as celebrações do Jubileu de Ouro e aprimorar a experiência de visitantes. Estima-se que os sinos estejam de volta ao funcionamento em novembro de 2026, enquanto as demais intervenções seguirão até julho do próximo ano.

O projeto de restauração faz parte do programa estadual Infratur, voltado à recuperação de patrimônios turísticos e bens públicos, financiado com recursos do Fundo Soberano do Estado do Rio de Janeiro (Funserj). Sob coordenação da EMOP-RJ, a iniciativa visa assegurar a preservação tanto dos elementos arquitetônicos quanto das obras de arte presentes na Catedral, além de modernizar sistemas e consolidar o papel do templo como símbolo religioso e arquitetônico da cidade.


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