outubro 21, 2026
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21/10/2026

Lula aceita divulgar dados bancários e telefônicos após acordo com Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscando sua reeleição, concordou em atender às condições estabelecidas pelo senador Flávio Bolsonaro para a divulgação de informações bancárias e telefônicas de seu círculo familiar. Essa decisão foi divulgada nesta quarta-feira por Camilo Santana, coordenador da campanha do PT, que anunciou o prazo até as 11h de quinta-feira para que o senador autorize a liberação dos dados, sob pena de não cumprir o acordo antes do segundo turno.

Conforme Santana, Lula não discorda das condições propostas por Flávio, desde que o senador também cumpra a sua parte no compromisso de liberar as informações solicitadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O coordenador acrescentou que o presidente deverá protocolar a resposta formal junto ao tribunal às 11h, mesma hora em que Flávio deve apresentar autorização para a quebra de sigilo. Essa formalização deve acontecer antes da votação do próximo domingo, cabendo ao senador cumprir o prazo estipulado.

A discussão sobre transparência e acesso a dados sensíveis teve início durante o debate entre os candidatos, realizado no último domingo. Nesse momento, Lula desafiou Flávio a permitir a divulgação de informações bancárias e telefônicas dele próprio, de familiares e de cônjuges. A tentativa de ampliar a transparência visava ilustrar um contraste de condutas, segundo o petista.

Na sequência, Lula enviou ao TSE, na terça-feira, um requerimento para a divulgação de seus próprios dados, aguardando uma resposta de Flávio ao desafio feito no debate. Na quarta-feira, o senador manifestou concordância, porém solicitou ampliações nas condições, incluindo a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, além de exigir a liberação de registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e a quebra de sigilos de Frei Chico, irmão do presidente. Outras demandas também foram apresentadas pelo senador.

Camilo Santana reafirmou que Lula concordou com todas as exigências, reforçando a necessidade de que Flávio cumpra o compromisso assumido. Segundo o coordenador, o descumprimento dessa obrigação antes do dia da votação representaria uma afronta ao acordo estabelecido.


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