outubro 23, 2026
outubro 23, 2026
23/10/2026

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para divulgação de sigilos bancários e telefônicos

Na manhã desta quinta-feira (22), foi realizado um acordo entre as campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visando a divulgação simultânea dos sigilos bancário e telefônico de ambos os candidatos à presidência do Brasil. Na tarde do mesmo dia, representantes de ambas as frentes partidárias se reuniram na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar o entendimento por meio da assinatura digital de um documento, cujo objetivo é garantir maior transparência no processo eleitoral.

Esse documento foi assinado eletronicamente por Lula, e por Maria Claudia Bucchianeri, representante de Flávio Bolsonaro. A responsabilidade de solicitar os dados necessários ficará a cargo do ministro André Mendonça, que terá a tarefa de requisitar informações junto ao Banco Central, à Receita Federal, às instituições financeiras envolvidas e às operadoras de telefonia.

Além disso, as campanhas concordaram que, até as 23h59 desta quinta-feira, sejam entregues ao TSE todas as procurações pendentes. Entre essas, destaca-se uma relacionada à Alcazaz Holding, de propriedade do advogado Willer Thomaz, aliado de Flávio Bolsonaro. Segundo apurações da Polícia Federal, há suspeitas de que a empresa esteja envolvida em lavagem de dinheiro, por meio de atividades vinculadas ao advogado.

Caso as procurações estejam completas, os dados de ambos os candidatos serão divulgados simultaneamente ao público por meio de um site de acesso aberto. As partes estipularam que a publicidade ocorrerá uma vez que todas as informações estejam devidamente entregues ao tribunal eleitoral.

A proposta de quebra de sigilo teve origem em uma provocação feita pelo presidente Lula durante um debate com Flávio Bolsonaro, realizado no último domingo na TV Band. Na segunda-feira (19), Lula apresentou um documento e afirmou que encaminharia ao TSE o pedido de quebra de sigilo, caso o senador colaborasse com a iniciativa.

Desde então, as campanhas têm se mantido na posição de negar a necessidade de quebra de sigilo, formando uma espécie de impasse. Na quarta-feira (21), Flávio declarou que, se Lula atendesse a 19 exigências relacionadas a investigações envolvendo nomes como Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como ‘Marcola’, e contatos de Roberta Luchsinger, a sua campanha estaria disposta a abrir os sigilos. Essas condições foram aceitas pela equipe do presidente, sinalizando possíveis avanços nas negociações.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad