A Justiça do Rio de Janeiro homologou nesta semana o plano de recuperação judicial da Tahto, subsidiária de call center vinculada à Oi, incluindo um aditamento ao documento inicial. A decisão foi divulgada oficialmente na quinta-feira (22/10), após a homologação realizada na terça-feira (20/10), pela 7ª Vara Empresarial da comarca.
A sentença autoriza a venda da unidade como Unidade Produtiva Isolada (UPI), estratégia adotada para preservar a continuidade das atividades e possibilitar a transferência dos ativos. O valor mínimo estabelecido para o negócio é de R$ 130 milhões. Segundo a juíza Simone Gastesi Chevrand, essa operação representa uma tentativa de viabilizar a superação da crise financeira enfrentada pela empresa e aumenta as chances de uma reestruturação adequada.
Durante o período de dois anos de vigência do plano de recuperação, a Tahto continuará sob supervisão de um administrador judicial, que deverá apresentar relatórios mensais de atividades e avaliações trimestrais do andamento do processo. A não observância das obrigações pode resultar na conversão da recuperação em falência.
A decisão também dispensa, neste momento, a apresentação de certidões de regularidade fiscal pendentes, determinando, contudo, que esses documentos sejam entregues em até 90 dias. Caso a documentação não seja apresentada dentro desse prazo, a Justiça poderá suspender o processo de recuperação ou converter a situação em falência, reforçando a condição de condicionante da autorização concedida.
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