maio 24, 2026
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24/05/2026

Academia de alto padrão é interditada por irregularidades em Copacabana

Na manhã deste domingo, uma academia no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi interditada durante uma operação de inspeção realizada por órgãos de fiscalização. A ação foi motivada por denúncias recebidas e visou verificar a conformidade do estabelecimento com as normas legais e regulamentares.

A vistoria identificou que a academia, considerada de alto padrão, apresentava diversas irregularidades. Entre elas, a ausência de responsável técnico registrado junto ao Conselho Regional de Educação Física, a falta de documentação da pessoa jurídica perante o órgão e o vencimento do licenciamento sanitário. Essas questões comprometem a segurança dos clientes e impedem a continuidade do funcionamento autorizado da academia.

Durante a inspeção, também foi constatada a inexistência do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros, a ausência do Livro de Reclamações do PROCON-RJ e a falta de cartazes obrigatórios informativos destinados à defesa do consumidor. Essas irregularidades reforçam a necessidade de adequações por parte do estabelecimento para regularizar sua operação.

Outras duas unidades da mesma rede também foram fiscalizadas, e nelas os agentes verificaram a falta de profissionais habilitados em diferentes pavimentos dedicados às atividades de musculação e cardio. Embora os locais tenham três andares destinados às atividades físicas, apenas um deles contava com assistência de profissionais qualificados, obrigatórios por lei, para acompanhar os usuários.

Diante dessas constatações, dois andares de cada academia foram interditados preventivamente até que os estabelecimentos possam apresentar comprovação de contratação de profissionais capacitados em todas as áreas de atuação, conforme legislação vigente e normas do Conselho Federal de Educação Física.

A operação também detectou problemas de acessibilidade em uma das unidades: o acesso aos diferentes andares era feito exclusivamente por escadas, sem recursos de adaptação para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência, além de não possuir banheiro adaptado para esse público.

Os estabelecimentos poderão reabrir assim que resolverem todas as irregularidades apontadas nas inspeções. A fiscalização continuará cobrando a adequação às normas de segurança, acessibilidade e documentação.

O secretário de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, destacou a seriedade das irregularidades encontradas, enfatizando a importância de uma operação que visa garantir a segurança e os direitos dos consumidores. Segundo ele, a atuação busca assegurar que os locais que atendem ao público cumpram rigorosamente a legislação, especialmente no que diz respeito à presença de profissionais habilitados e às condições de segurança necessárias para a prática de atividades físicas.


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