A concessionária espanhola Aena revelou planos de expansão para o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro. Após a aquisição do terminal, formalizada na semana passada por meio de leilão, a empresa anunciou um contrato de concessão que se estende até 2039, com previsão de investimentos que podem atingir até R$ 1 bilhão.
Nos próximos meses, a empresa pretende aumentar a oferta de voos, reforçar a presença internacional e investir na infraestrutura do aeroporto. Entre as ações planejadas, destaque para a ampliação de mais de 50 voos semanais para nove destinos internacionais já existentes, incluindo Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá. Além disso, há um projeto para reativar ou estabelecer rotas para nove novas cidades, como Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosario e Lima.
Dados oficiais indicam que o Galeão registrou 17,5 milhões de passageiros em 2025, previsão de crescimento para cerca de 19 milhões em 2026, ainda que sua capacidade máxima seja de 37 milhões de passageiros ao ano. A expansão pretende contribuir para esse crescimento, além de futuros investimentos na infraestrutura do terminal, incluindo a construção de um hotel com pelo menos 232 quartos, além de um novo espaço logístico, um hangar para manutenção de aeronaves da Gol e melhorias na estrutura existente, como elevadores e estairas de bagagem.
Um dos destaques do projeto é a reabertura do Terminal 1, que está desativado há uma década, o que depende do aumento da demanda de passageiros. As ações de expansão também visam a realização de intervenções de manutenção na estrutura atual do aeroporto.
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos destacou o potencial do Galeão para o turismo internacional e confirmou a intenção de flexibilizar, de forma gradual, os limites operacionais do Aeroporto Santos Dumont, com previsão de conclusão até 2029. O ministro afirmou ainda que qualquer mudança nos limites estabelecidos nos contratos deve ser acompanhada de reequilíbrios contratuais substanciais.
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