O ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizado nesta terça-feira (24) a cumprir prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A transferência ocorreu após solicitação da defesa do ex-presidente, que apontou a necessidade de monitoramento de seu estado de saúde em decorrência de uma pneumonia bacteriana, tratada em hospital de Brasília.
Anteriormente, Bolsonaro permanecia preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”. A mudança na condição de custódia foi aprovada com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se deu em um contexto de agravamento do quadro clínico, incluindo internação na UTI e acompanhamento contínuo de condições respiratórias e cardíacas.
A decisão foi influenciada também por esforços políticos de aliados. Parlamentares, como o governador de São Paulo e o senador Ciro Nogueira, se envolveram em articulações junto ao STF, enquanto o senador Flávio Bolsonaro acompanhou a defesa em reuniões com o relator do processo. A defesa ressaltou que as condições do ambiente prisional, mesmo com instalações diferenciadas, não garantiam a prontidão necessária para possíveis emergências médicas graves. Relatórios médicos destacaram que Bolsonaro possui histórico de cirurgias abdominais, apneia do sono e outras doenças neurológicas, que demandam cuidados de resposta rápida.
Bolsonaro foi preso em novembro de 2025, após tentativa de remover a tornozeleira eletrônica, e transferido para o Complexo da Papuda em janeiro de 2026. Sua condenação, de 27 anos e três meses, refere-se a ações consideradas tentativa de ruptura da ordem democrática e golpe de Estado, segundo decisão judicial anterior. A situação atual indica uma evolução na sua condição de cumprimento de pena, aguardando os próximos passos do processo judicial.
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