abril 13, 2026
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13/04/2026

Alexandre Ramagem é preso nos EUA após condenação por tentativa de golpe de Estado no Brasil

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido nesta segunda-feira nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A prisão ocorreu após sua condenação a 16 anos de reclusão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, confirmada pela Polícia Federal.

Na sentença, o STF considerou Ramagem culpado por crimes como organização criminosa, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A condenação foi proferida pelo órgão em julgamento realizado pela Primeira Turma do tribunal no ano passado. A decisão também resultou na perda do mandato parlamentar do ex-deputado, cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano anterior.

Segundo informações da Polícia Federal, integrantes da família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, tiveram participação ativa na fuga de Ramagem para os Estados Unidos. Rodrigo, sua esposa Priscila de Mello e o filho Celso teriam facilitado residência em um condomínio de luxo e contribuído com documentos falsificados. Essas ações visariam ajudar Ramagem a permanecer na Miami, Flórida, desde setembro de 2022, para obter uma carteira de motorista e enganar as autoridades americanas.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, também de dezembro, destacou que os documentos falsos utilizados por Ramagem indicavam uma estratégia para burlar o controle das autoridades americanas. Para o ministro, a conduta da família de Rodrigo Cataratas demonstrava tentativa de sustentar uma organização criminosa envolvida nos atos golpistas. A Polícia Federal avalia que esse apoio evidencia financiamento de uma estrutura criminosa ligada às investigações sobre o movimento golpista.

A cassação do mandato de Ramagem na Câmara foi oficializada em dezembro do ano passado. A medida foi adotada pela Mesa Diretora da Casa, sem votação em plenário, pela assinatura do presidente Hugo Motta e demais integrantes. Essa decisão ocorreu no mesmo dia em que o Senado cassou o mandato do então deputado Eduardo Bolsonaro, também por motivos relacionados a irregularidades e mudanças de endereço para evitar sanções.


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