Estudantes da rede municipal de Niterói receberam reconhecimento oficial nesta sexta-feira, na cerimônia de premiação da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A iniciativa destacou o desempenho de alunos locais, reforçando a presença da cidade no cenário educacional nacional. Entre os principais nomes da delegação, destacou-se Geovana Bandeira, da Escola Municipal Rachide da Glória Salim Saker, que conquistou medalhas de prata na disputa estadual e na nacional.
De acordo com a administração municipal, o sucesso obtido pelos estudantes foi resultado de investimentos em melhorias na infraestrutura da educação pública local. Além de Geovana, outros alunos levaram medalhas de bronze na competição estadual, como Rafael da Silva, da Escola Municipal Altivo César, e José Luiz, da Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos.
A OBMEP é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e conta com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). Considerada a maior olimpíada científica do Brasil, o evento visa estimular o estudo da Matemática entre jovens, identificar talentos emergentes e promover o interesse por ciências e tecnologia.
Na cerimônia, também foram homenageados professores que atuam no apoio pedagógico. Francisco de Albuquerque, docente na Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos, recebeu reconhecimento formal pelo trabalho dedicado à motivação dos estudantes em competições científicas.
Segundo o secretário municipal de Educação, Bira Marques, a manutenção de bons resultados está relacionada ao desenvolvimento de programas pedagógicos que priorizam inovação e monitoramento do aprendizado. Programas como a Jornada do Conhecimento, que acompanha o progresso dos alunos, além de iniciativas como Aula na Aula e Conexões Matemáticas — que integra Língua Portuguesa e Matemática — são considerados fundamentais nesse processo.
O professor homenageado, Francisco de Albuquerque, destacou o papel motivador do envolvimento docente. “Quando os estudantes percebem que os professores valorizam e apoiam esses projetos, eles se sentem mais incentivados a participar”, afirmou.
Para os premiados, as conquistas nas olimpíadas representam potencial de avanço na formação acadêmica. Rafael da Silva, de 15 anos, medalhista de bronze, afirmou que a experiência valoriza suas competências e amplia oportunidades, como cursos preparatórios. José Luiz, que já havia ganhado uma medalha na edição anterior, reforçou a importância do esforço pessoal para alcançar os resultados.
A trajetória de Geovana Bandeira, de 13 anos, demonstra o crescimento da representatividade feminina em ciências exatas. Bolsista do Programa Mais Ciência na Escola, ela participou do projeto “Meninas na Ciência e Matemática”, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Fluminense e o MCTI. Geovana informou que o estudo de provas antigas do concurso foi decisivo para a conquista das medals, destacando o compromisso e o foco na preparação.
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