A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que irá apurar se dois helicópteros envolvidos na colisão que resultou na morte de seis pessoas, na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, operavam de forma clandestina, realizando transporte irregular de passageiros.
O levantamento foi divulgado neste domingo pelo presidente da autoridade reguladora, Tiago Faierstein. Segundo ele, tanto as aeronaves quanto os pilotos estavam em conformidade com as normas vigentes no momento do acidente. A investigação inicial foca na análise das condições de operação dos helicópteros e na possível presença de prática ilegal no transporte de passageiros.
Faierstein destacou que os pilotos possuíam experiência compatível com o tipo de aeronave que conduziam e que ambas as máquinas estavam regularizadas perante os órgãos reguladores. Entretanto, a principal preocupação da Anac é verificar se, ao menos uma delas, transportava passageiros de forma clandestina, prática conhecida na aviação como TACA.
A fiscalização contra o transporte aéreo não autorizado é um procedimento constante devido aos riscos que esse tipo de atividade implica na segurança de voo. Atividades desse tipo geralmente envolvem aeronaves privadas que não possuem certificados de operação compatíveis com as exigências de empresas autorizadas, o que pode comprometer a segurança dos passageiros e tripulação.
Antes do incidente, a região onde ocorreu a colisão já estava sob vigilância da fiscalização, conforme Faierstein. A investigação da Anac será realizada simultaneamente às apurações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Civil, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do acidente.
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