A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (24) que a tarifa de energia elétrica para o mês de maio será cobrada na bandeira amarela, o que elevará o valor das contas para os consumidores.
A mudança na classificação ocorre devido à redução no volume de chuvas, resultado da transição entre estações do ano, que reduziu o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Essa condição obriga o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a recorrer às usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia.
Desde o início do ano, a bandeira tarifária se manteve na condição verde, sem custos adicionais para os consumidores. Com a alteração para a bandeira amarela, será aplicado um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos na sua conta de energia.
O sistema de bandeiras, criado em 2015, funciona como um aviso do custo real da geração de energia no país. A bandeira verde indica condições favoráveis, com níveis elevados de chuva e reservatórios cheios, sem custos extras ao consumidor. Quando as condições se tornam menos favoráveis, as cores mudam para informar os consumidores sobre os acréscimos nas tarifas, refletindo a necessidade de gerar energia com custos maiores.
Atualmente, a bandeira amarela aponta para uma condição de geração menos favorável, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, enquanto os níveis vermelhos indicam custos mais elevados, que podem chegar a R$ 4,46 e R$ 7,87 por 100 kWh, dependendo da gravidade da situação.
A alteração na bandeira tarifária vigente é uma medida que deve permanecer enquanto as condições de armazenamento e geração não se estabilizarem.
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