julho 13, 2026
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13/07/2026

Anvisa atualiza regras para vacinas de Covid-19, exigindo formulações monovalentes contra novas variantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma reformulação nas regulamentações para as vacinas contra a Covid-19 usadas no Brasil, exigindo que as formulações sejam atualizadas de modo a combater as variantes mais recentes do SARS-CoV-2. Essa mudança visa garantir maior eficácia dos imunizantes frente às mutações do vírus que ocorrem ao longo do tempo.

A nova norma, publicada no Diário Oficial da União, prevê a transformação das vacinas atuais em versões monovalentes, voltadas a uma única linhagem do vírus. As novas composições deverão incorporar a cepa LP.8.1 ou antígenos derivados das linhagens JN.1, como XFG e NB.1.8.1. Apesar da obrigatoriedade de atualização, as vacinas anteriores podem permanecer em uso por até nove meses após a aprovação da alteração, permitindo maior flexibilidade na gestão de estoques, a menos que a própria Anvisa determine o contrário.

A mudança na formulação acompanha a evolução natural do vírus, que sofre sucessivas mutações. Algumas dessas alterações podem gerar variantes capazes de diminuir parcialmente a proteção oferecida por infecções anteriores ou por vacinas desenvolvidas com base em versões mais antigas do vírus. Com a atualização, espera-se que os imunizantes possam gerar uma resposta imunológica mais eficiente diante das linhagens atualmente em circulação, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Ressalta-se, no entanto, que as versões anteriores mantêm sua eficácia geral, embora as formulações atualizadas apresentem uma maior precisão na proteção contra as linhagens predominantes.

As fabricantes de vacinas que produzam formulações fora do novo padrão deverão solicitar autorização específica à Anvisa. O pedido deve incluir detalhes sobre os processos de produção, controle de qualidade, estudos laboratoriais e, se necessário, dados de segurança e eficácia, seguindo padrões internacionais. A agência também avaliará o desempenho histórico de cada vacina, com base nos resultados obtidos durante o esquema imunizador inicial e nas doses de reforço aplicadas.

A orientação faz parte de uma estratégia de atualização contínua das vacinas contra a Covid-19. Ao invés de desenvolver uma nova vacina a cada mudança de variante, os fabricantes podem ajustar as formulações existentes, alinhando-as às linhagens dominantes do vírus. Com a publicação da nova norma, a Anvisa substitui orientações anteriores e estabelece um padrão técnico atualizado para a produção e uso das próximas vacinas contra o vírus no Brasil.


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