A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quinta-feira (25), a suspensão de um suplemento alimentar irregular e a apreensão de lotes de creatina comercializados no Brasil. As ações abrangem todo o território nacional, incluindo cidades como Niterói, devido a preocupações relacionadas à segurança e à conformidade dos produtos.
Entre as medidas adotadas, está a apreensão de cápsulas da marca Artro100, produzidas por uma indústria de origem não identificada. A agência também proibiu a fabricação, venda, distribuição, divulgação e utilização do suplemento em toda a nação. Conforme divulgado pela Anvisa, o produto apresentava composição desconhecida e fazia uso de propaganda com alegações terapêuticas não autorizadas, prometendo benefícios como combate à inflamação, fortalecimento das articulações, alívio de desconfortos e melhora na mobilidade — afirmações que não são permitidas para suplementos alimentares sob a legislação brasileira.
Além do caso do Artro100, a Anvisa suspendeu a comercialização de lotes específicos de creatina em gomas sabor uva verde, fabricadas pela Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda. Os lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 tiveram a distribuição e o consumo proibidos por apresentar concentrações de creatina fora dos limites regulamentares, além de irregularidades na rotulagem, como alegações não autorizadas e divergências acerca do fabricante. O recolhimento dos lotes foi realizado voluntariamente pela própria empresa após essas constatações.
Para os consumidores de Niterói, da Região Metropolitana e demais localidades do Rio de Janeiro, a orientação é verificar se possuem produtos afetados e, caso afirmativo, interromper seu uso imediatamente, seguindo as recomendações de recolhimento fornecidas pelos fabricantes. No caso do suplemento Artro100, a recomendação é evitar a compra e o consumo, uma vez que sua comercialização foi totalmente proibida.
A Anvisa mantém a fiscalização de suplementos alimentares comercializados no Brasil, podendo determinar ações como apreensão, recolhimento ou suspensão, sempre que houver risco à saúde ou descumprimento das normativas sanitárias. A legislação vigente exige que esses produtos tenham composição definida, rotulagem adequada e não apresentem promessas de cura ou prevenção de doenças. Consumidores podem acompanhar alertas sanitários e verificar restrições antes de adquirir suplementos, especialmente por canais de venda online.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



