A área tombada de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, teve sua abrangência ampliada após revisão técnica realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e homologada pelo Ministério da Cultura. Essa atualização inclui novos elementos urbanos, industriais, naturais e ambientais, como áreas de encostas com Mata Atlântica, reforçando as medidas de proteção ao patrimônio histórico e paisagístico da cidade conhecida como a “Cidade Imperial”.
A alteração foi oficializada por meio da Portaria nº 278, publicada no Diário Oficial da União, que atualizou o tombamento do antigo conjunto denominado “Avenida Koeler: Conjunto Urbano-Paisagístico”. Agora, essa área passou a ser denominada oficialmente “Conjunto Urbano-Paisagístico e Unidades Fabris de Petrópolis”, indicando uma abordagem mais ampla e integrada do espaço urbano.
Segundo o órgão responsável, a revisão contempla critérios técnicos mais atuais e uma leitura mais completa do tecido urbano, incluindo elementos que vão além da arquitetura, como a paisagem, o sistema hidrográfico e a dinâmica da cidade. O processo contou com a aprovação em reunião do Conselho Consultivo do Iphan, após debate com a sociedade civil.
Na prática, a ampliação redefine fronteiras e inclui novos pontos de valor histórico e ambiental. Entre eles, estruturas relacionadas a vilas operárias, áreas industriais, pontes de ferro e pórticos, que agora integram o perímetro de proteção. Destaca-se também a inclusão das encostas cobertas por Mata Atlântica na área tombada, reforçando ações de preservação ambiental e prevenção de riscos, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a gestão municipal.
A revisão também amplia a proteção de patrimônios específicos, como a Vila Operária da antiga Fábrica de Tecidos Cometa, que agora inclui trechos adicionais de ruas adjacentes. No Complexo Fabril de Cascatinha, elementos como pontes metálicas e pórticos também passaram a fazer parte do patrimônio protegido. Bens com relevância histórica, como a Casa Djanira, a Casa de Ana Mayworm e uma residência na Rua Cardoso Fontes, receberam delimitações oficiais tanto para a área tombada quanto para o entorno, garantindo maior controle sobre intervenções futuras.
Outra inovação refere-se às chamadas áreas de entorno, regiões próximas às áreas tombadas que, embora com restrições menores, passam a seguir regras específicas para preservar a visibilidade e a integridade do patrimônio. Qualquer intervenção nestes locais requer autorização prévia do órgão responsável.
Além disso, a importância do sistema hidrográfico na configuração da cidade foi reconhecida na atualização, que manteve incluídos trechos de rios distantes do centro histórico, por sua relevância na ocupação urbana e na formação paisagística de Petrópolis.
A nova delimitação foi apresentada por meio de mapa, onde a área protegida aparece destacada e o entorno, classificado como zona de influência, sinalizado em diferentes cores para facilitar a compreensão do novo escopo de proteção.
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