A seleção argentina disputa sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo, buscando conquistar seu tetracampeonato após a vitória em 2022, quando venceu nos pênaltis a França. A decisão de 2026 ocorre neste domingo, com a equipe de Messi enfrentando a Espanha.
Nos últimos anos, a equipe deu passos decisivos rumo ao topo do futebol mundial, após um longo período de dificuldades. Entre 2014 e 2016, a Argentina acumulou fracassos, incluindo uma vice-campeonato mundial e duas derrotas na final da Copa América contra o Chile. Essa fase marcou uma mudança de rumo na abordagem da seleção.
Nos anos seguintes, o contexto interno era de crise na Associação do Futebol Argentino (AFA), com dificuldades financeiras e insatisfação geral. Messi, então, quase desistiu de defender o país, desmotivando-se diante da instabilidade e dos técnicos considerados inadequados. A mobilização de ex-atletas, torcedores e fãs foi fundamental para que o astro reconsiderasse sua decisão de abandonar a equipe.
Sob a liderança do técnico Lionel Scaloni, contratado em 2018, a Argentina começou a se consolidar. Ainda que inicialmente cercada de dúvidas, a equipe passou a atuar com um propósito definido: possibilitar que Messi pudesse exercer sua melhor forma, com liberdade e autonomia em campo. Assim, a seleção se transformou e alcançou um alto grau de coesão e força coletiva.
O período foi marcado por momentos emblemáticos, como a conquista da Copa América de 2021 no Rio de Janeiro, após 28 anos sem títulos internacionais. A vitória sobre o Brasil, com gol de Di María, reforçou o espírito de união do grupo. O sucesso na competição deu novo ímpeto ao projeto, que culminou na vitória na Finalíssima de 2022, ao derrotar a Itália por 3 a 0.
Posteriormente, Messi liderou a conquista do título mundial do Qatar, fechando uma fase de realizações que o elevou ao status de ícone do futebol argentino. Após a vitória, o atleta se transferiu para o Inter Miami, nos Estados Unidos, uma liga com nível técnico considerado inferior, mas que proporcionou tempo para preparação em vista de seus últimos anos em atividade.
Em 2024, a Argentina conquistou ainda mais um título importante, vencendo a Colômbia na final da Copa América. A equipe segue sob forte influência de Messi, que tem sido amplamente considerado o grande símbolo do sucesso recente argentino. Sua presença inspira o time, que hoje demonstra maior solidez e confiança.
Com a final da Copa do Mundo chegando, a expectativa é de que Messi possa coroar sua carreira com mais uma conquista, aos 39 anos. A discussão sobre seu legado se intensifica, com muitos perguntando se uma vitória na Copa deste ano o colocará acima de Pelé em termos de legado esportivo. A definição está próxima, e a seleção argentina permanece na luta pelo título mais desejado do futebol mundial.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



