julho 19, 2024
19/07/2024

Artesanato com pneus descartados na Clínica da Família da Zona Oeste

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Artesanato com pneus descartados na Clínica da Família da Zona Oeste

De vilões a aliados para dar colorido nos jardins de unidades de Atenção Primária. Pneus velhos e descartados, que poderiam servir de criadouro de mosquitos Aedes aegypti, se modificam em diversos objetos de ornamentação em um ateliê montado na Clínica da Família Sônia Maria Ferreira Machado, em Santíssimo, Zona Oeste da cidade. O projeto foi criado com objetivo de reintegrar agentes de vigilância em saúde que, por algum motivo, precisaram se afastar das atividades de campo. Transformando pneus em peças ornamentais, eles agora contribuem para o combate às arboviroses recolhendo pneus velhos e os transformando em peças para decoração de jardins e também brinquedos.

Iniciado há dois anos, o projeto visa estimular a saúde ambiental, retirando pneus descartados de forma inadequada em terrenos baldios ou áreas públicas nas redondezas da clínica. As artes produzidas a partir de um elemento propício para a proliferação do mosquito são aproveitadas no paisagismo das clínicas da famílias e centros municipais de saúde, proporcionando colorido às unidades.

Os pneus são recolhidos quando, durante as ações de controle de vetores ou em atendimento às solicitações feitas pela Central 1746, os agentes identificam o descarte inadequado desses materiais. As peças são levadas para a clínica da família e, antes de passarem pela transformação, são higienizadas. Os pneus que estão impróprios para o manuseio são descartados de maneira adequada.

A vigilância ambiental em saúde tem por finalidade identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais para a saúde humana. Ao longo do projeto, foi observada melhora da autoestima e produção dos servidores readaptados, como também aumento da procura dos gestores das unidades de saúde para revitalização dos ambientes externos das clínicas da família e centros municipais de saúde.

Douglas Vieira atuava no combate às endemias, até sofrer um acidente de trânsito em 2016 e precisar ser afastado do trabalho de campo. Ele se diz muito grato pelo projeto, que o mantém ativo e funciona como uma terapia ocupacional, ajudando em sua saúde mental.

– Eu participo do reaproveitamento de pneus desde o início do programa. Esse serviço é de grande importância para combater os criadouros do mosquito, porque a população faz o descarte incorreto dos pneus, por exemplo, na beira de valões ou em terrenos baldios. Nós recolhemos esses pneus e damos novo significado a eles, evitando que acumulem água e propiciem o surgimento de focos do mosquito – disse Douglas.

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