A prática regular de atividades físicas é considerada uma estratégia importante para promover um envelhecimento mais saudável. A abordagem é recomendada especialmente no Dia de Conscientização e Combate ao Sedentarismo, com foco na prevenção de doenças e na manutenção da mobilidade e autonomia ao longo do tempo.
Especialistas destacam que o sedentarismo está relacionado ao desenvolvimento de várias condições crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e altos níveis de colesterol. Além disso, a falta de movimento pode acelerar a perda muscular gradual, conhecida como sarcopenia, afetando o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação dos idosos, o que aumenta o risco de quedas e internações.
De acordo com uma médica e professora de geriatria, o corpo dos idosos reage rapidamente à inatividade: sintomas como diminuição de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória podem surgir em poucas semanas.
Para preservar a força muscular e melhorar a mobilidade articular, atividades cotidianas simples, como caminhadas, levantamentos, subir degraus, alongamentos e tarefas domésticas, podem ser eficazes. Essas ações fortalecem fatores essenciais à independência para tarefas diárias, incluindo o ato de se vestir, tomar banho ou locomover-se.
A prática de exercícios também desempenha papel importante na manutenção da saúde cognitiva. A estimulação física ajuda a preservar funções do cérebro e pode diminuir o risco de declínio mental com o avanço da idade.
Algumas consequências do sedentarismo mais evidentes em pessoas idosas envolvem a perda de massa muscular, maior dificuldade para realizar atividades diárias, diminuição do equilíbrio e maior vulnerabilidade a quedas e fraturas. Além disso, a falta de movimento provoca perda de mobilidade e flexibilidade nas articulações, contribuindo para dores crônicas e agravamento de problemas como a artrose.
O cérebro necessita de estímulos físicos para manter suas funções, e a atividade física melhora a circulação sanguínea cerebral. Sem essa estimulação, há maior risco de queda na densidade óssea, elevando a probabilidade de fraturas, especialmente nas regiões do quadril e da coluna.
Ainda, o sedentarismo afeta o controle de glicose, pressão arterial e níveis de gordura no sangue, facilitando o surgimento de doenças relacionadas. A ausência de movimento também interfere na qualidade do sono, reduzindo a regularidade do ciclo sono-vigília e contribuindo para insônia e sono fragmentado.
O bem-estar emocional também é impactado, já que exercícios físicos estimulam substâncias relacionadas ao humor, como endorfina e serotonina. A carência dessas substâncias pode aumentar a vulnerabilidade a quadros de ansiedade e depressão.
Por fim, a inatividade compromete o sistema imunológico, tornando os indivíduos mais suscetíveis a infecções, além de diminuir a eficiência do trânsito intestinal, favorecendo problemas como a prisão de ventre.
Atentar-se à incorporação de atividades físicas na rotina é fundamental para promover um envelhecimento com maior qualidade de vida e independência, reforçam os especialistas.
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