O ator e escritor Juca de Oliveira faleceu na madrugada deste sábado, aos 91 anos, após uma internação que durou desde o dia 13 de março. Ele estava sob cuidados na unidade de terapia intensiva do Hospital Sírio-Libanês, onde recebia tratamento para pneumonia e complicações cardíacas. A confirmação do falecimento veio por meio de familiares, que divulgaram um comunicado à imprensa.
Juca de Oliveira apresentava um quadro de saúde delicado mesmo antes de sua morte, provocando a necessidade de cuidados intensivos ao longo de sua internação. Sua hospitalização ocorreu três dias antes de completar 91 anos, comemorados em 16 de março.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, o artista construiu um portfólio diversificado, destacando-se por papéis de grande impacto na televisão, teatro e cinema. Entre suas atuações marcantes, está o personagem Dr. Augusto Albieri, na novela “O Clone”, produzida pela Globo, em que interpretou um cientista responsável pela clonagem humana. Além do trabalho na televisão, Juca foi membro da Academia Paulista de Letras e teve uma trajetória extensa no palco e na produção cinematográfica.
Em entrevista ao programa “Memória Globo”, ele contou que inicialmente cursou Direito, mas optou por abandonar o curso após realizar um teste vocacional e se dedicar ao teatro, paixão que o levou a trancar a faculdade no terceiro semestre. Sua estreia no teatro ocorreu no Teatro Brasileiro de Comédia, participando de peças como “A Semente” e “A Morte do Caixeiro Viajante”, sendo esta última a produção que lhe rendeu seu primeiro reconhecimento como ator de coadjuvante.
O primeiro trabalho na televisão foi na novela “Quando o Amor é Mais Forte”, exibida pela extinta TV Tupi em 1964. No momento, o artista deixa um legado marcado por uma vasta contribuição às artes brasileiras e por personagens que marcaram gerações.
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