Uma nova análise de segurança revela que, em um perímetro de cerca de 3 km ao redor da Rua da Quitanda, no Centro do Rio de Janeiro, o número de ocorrências registradas atingiu 370, com destaque para ações de roubo e furto. Os registros mostram uma contínua prevalência de crimes contra o patrimônio na área, que também conta com recursos tecnológicos de vigilância empregados na identificação e suporte às operações policiais.
A região vem enfrentando aumento na criminalidade, sobretudo na noite e no final da tarde, períodos de maior vulnerabilidade que concentram ações ilícitas. Os principais pontos de incidência incluem a Rua Praia do Flamengo, com o maior número de registros, além das vias Cândido Mendes e Frei Caneca, que também apresentam altos índices de ocorrência. Os delitos mais registrados são roubo, com 102 casos, e furto, totalizando 100 registros, além de outros incidentes sem definição clara, colisões de veículos e tentativas de crime.
Apesar do crescimento imobiliário com novos empreendimentos residenciais na região, as preocupações com segurança pública permanecem. Atualmente, três projetos movimentam o mercado local, sendo dois já lançados e um em fase final de planejamento. Entre as novidades estão empreendimentos nos antigos terrenos do Buraco do Lume e do antigo Shopping Vertical, além de um condomínio residencial previsto para o espaço do antigo prédio da Renner, que está em processo de leilão após desapropriação pela prefeitura.
Representantes da comunidade destacam a falta de ações eficazes para ampliar a segurança, mesmo com o avanço do setor imobiliário. Um dos responsáveis por uma entidade local mencionou a preocupação com o abandono das medidas de proteção, sobretudo diante do crescimento de novos empreendimentos e da revitalização da região.
A análise também destaca o uso de tecnologia de monitoramento de tráfego, que gerou um banco de dados robusto de inteligência veicular. Foram capturadas mais de 10 milhões de leituras de placas, com quase 5 milhões de registros distintos, além da emissão de quase 10 mil alertas às forças de segurança, facilitando ações preventivas na região.
De acordo com moradores e representantes da segurança pública, o aumento na circulação de pessoas tem provocado também uma elevação nos pequenos furtos. Observam, contudo, que a presença policial na região ainda não acompanha o ritmo de revitalização, o que contribui para a vulnerabilidade de edificações e vias públicas.
Autoridades municipais afirmaram que o trabalho de policiamento na área é realizado de forma dinâmica, com patrulhamento em viaturas e motocicletas sob a coordenação do 5º Batalhão da Polícia Militar. As ações focam áreas de maior circulação e pontos que necessitam de atenção, com o objetivo de prevenir delitos patrimoniais e aumentar a sensação de segurança entre moradores e visitantes.
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