O aeroporto de Maricá vem consolidando seu papel na logística offshore, registrando crescimento expressivo nas operações aéreas nas últimas semanas. No final de abril, o terminal atingiu recorde de movimentação, com 392 pousos e decolagens entre os dias 21 e 26, totalizando cerca de 3.300 passageiros ligados às atividades no setor.
Esse incremento reflete uma rotina diária com aproximadamente 45 voos, transportando em média 550 pessoas por dia. A participação do aeroporto nas operações da Petrobras é significativa, correspondendo a 16% do total nacional e chegando a 19% dentro do estado do Rio de Janeiro. Assim, Maricá ocupa atualmente a terceira posição entre os principais polos offshore do Brasil, atrás apenas de Jacarepaguá e do Farol de São Tomé.
A estrutura aeroportuária acompanha esse crescimento. São operadas atualmente 16 aeronaves dedicadas ao transporte de equipes e cargas leves para plataformas e embarcações na Bacia de Santos, uma das regiões mais relevantes de exploração petrolífera no país. As projeções indicam que o número de passageiros deve crescer de 13,4 mil em 2022 para mais de 225 mil até 2027, reforçando a importância do município na cadeia logística do setor energético.
A administração municipal entende que a expansão deve ser acompanhada de investimentos na indústria aeronáutica. O prefeito de Maricá destacou planos futuros, incluindo a implantação de cursos de formação de pilotos e mecânicos de aeronaves, além da instalação de uma fábrica da Desaer na cidade. Essa iniciativa visa à produção local de aeronaves e à geração de empregos.
Nos próximos anos, espera-se ainda mais crescimento, com a possível entrada de novas operadoras a partir de 2027, como Bristol, Aeromaster e Costa do Sol, o que poderá ampliar a capacidade operacional do aeroporto e fortalecer Maricá como um polo relevante no cenário offshore nacional.
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