Um avião de pequeno porte atinge um edifício residencial na Região Nordeste de Belo Horizonte, provocando danos estruturais e um rastro de destruição. Equipes de resgate divulgaram imagens que mostram um grande buraco na lateral do prédio e danos na área de escadas, onde a aeronave colidiu antes de cair em um estacionamento adjacente. Nenhuma pessoa ficou ferida dentro do edifício.
O incidente ocorreu na tarde de segunda-feira, na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira. A aeronave decolou às 12h16 do Aeroporto da Pampulha e, poucos minutos depois, colidiu com o prédio. Partes da aeronave penetraram na estrutura do edifício, e os destroços caíram no estacionamento ao lado. Apesar do impacto, não houve incêndio, embora tenha ocorrido vazamento de combustível. Bombeiros controlaram o risco de explosão com uso de espuma mecânica.
Todos os moradores foram retirados do prédio antes das 14h, em uma operação coordenada por equipes de emergência que mobilizaram bombeiros, ambulâncias do Samu e agentes da Defesa Civil. O primeiro atendimento no local ocorreu por volta de 12h25. Segundo as autoridades, cinco pessoas estavam a bordo da aeronave, das quais duas morreram no local e três foram encaminhadas em estado grave ao Hospital João XXIII.
As vítimas estavam em um avião monomotor que seguia para São Paulo, após uma escala em Belo Horizonte. Entre os mortos está o filho do prefeito de Jequitinhonha (MG). O grupo também incluía empresários do setor de tecnologia e o piloto. Os sobreviventes, em estado grave, receberam atendimento médico após a queda.
O voo tinha origem em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, e passou por uma escala na Pampulha. Após a parada, dois passageiros desembarcaram, enquanto um embarcou para seguir ao aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. O avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros além do piloto. A aeronave tinha peso de decolagem de até 1.633 quilos e, segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não possuía autorização para operação comercial de transporte de passageiros.
Antes da queda, o piloto informou à torre de controle dificuldades durante a decolagem. Investigações estão em andamento por parte da Força Aérea Brasileira, através do Cenipa e do Seripa III, que realizam coleta de evidências no local. Além disso, a Polícia Civil de Minas Gerais abriu procedimento para apurar as circunstâncias do acidente.
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