abril 5, 2026
abril 5, 2026
05/04/2026

Banco Central planeja ampliar funcionalidades do PIX até 2027, incluindo uso internacional

O Banco Central planeja ampliar as funcionalidades do PIX até 2027, incluindo novas opções de pagamento e a expansão internacional da ferramenta. A plataforma, lançada em 2020, já movimentou mais de R$ 90 trilhões e continua sendo uma peça-chave no sistema financeiro nacional.

Nos últimos meses, a discussão sobre o PIX ganhou destaque internacional, especialmente após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou a ferramenta por supostamente prejudicar empresas de cartão de crédito como Visa e Mastercard. No Brasil, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que o governo manterá o foco na evolução do PIX, ressaltando sua relevância para o país.

De acordo com o Banco Central, em 2026 serão implementadas três novidades: o uso do QR Code para pagar boletos de Cobrança Híbrida, com previsão de se tornar obrigatório até novembro; a possibilidade de quitar duplicatas para garantir pagamentos de forma mais ágil; e a adaptação do sistema para aceitar Split Payment, uma nova ferramenta da Receita Federal para pagamento de impostos em tempo real. Essas mudanças visam tornar a ferramenta mais prática e abrangente para os usuários.

Para o próximo ano, estão programados avanços como a realização de transações internacionais do PIX, prevendo seu uso em países como Argentina, Uruguai, França, Espanha e China, possibilitando pagamentos instantâneos fora do território brasileiro. Outros projetos incluem a criação de um PIX que funcione offline, sem conexão à internet, e a implementação do pagamento instantâneo de Bens e Serviços (CBS), que deverá ocorrer na hora da compra virtual.

Além disso, o Banco Central debate a regulamentação do PIX parcelado, uma modalidade já disponível em instituições financeiras que permite ampliar o acesso ao crédito para milhões de brasileiros sem cartão. Uma estratégia em fase de estudo é também a utilização do PIX como garantia de crédito, especialmente para autônomos e pequenos empreendedores, por meio de uma possibilidade de redução de juros.

A expectativa é que essas melhorias consolidem o PIX como uma ferramenta ainda mais integrada ao sistema financeiro nacional e internacional, promovendo maior eficiência e inclusão.


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