O bar Partisan, localizado na Lapa, anunciou uma manifestação pública para o próximo sábado (11), após a polêmica envolvendo uma placa exibida no estabelecimento. A placa, escrita em inglês, informou que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel seriam considerados “indesejados” no local, o que levou a uma multa de R$ 9.520 aplicada pela Prefeitura do Rio, sob alegação de mensagem discriminatória.
A situação atraiu críticas de representantes políticos e organizações, que interpretaram a placa como uma manifestação de natureza antissemita. Parlamentares, como Pedro Duarte e Flávio Valle, ambos do PSD, além da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, manifestaram-se contra a ação da prefeitura. O bar, por sua vez, lançou uma campanha para arrecadação de R$ 35 mil, com o objetivo de cobrir tanto a multa quanto despesas jurídicas relacionadas ao caso.
Em defesa da manifestação, os responsáveis pelo estabelecimento afirmaram que a placa tinha um caráter político e negaram qualquer intenção de recusar atendimento a clientes de diferentes nacionalidades. Também ressaltaram que, se a arrecadação prevista for superada, os recursos serão destinados a eventos ligados a temas como Oriente Médio, Palestina, Líbano, diáspora árabe no Brasil e direitos humanos.
A repercussão foi grande nas redes sociais, onde o perfil do Partisan viu o número de seguidores crescer expressivamente, passando de cerca de 2 mil, na data da autuação, para mais de 18 mil até o início desta semana. O local convocou uma manifestação contra o sionismo, o imperialismo e qualquer tentativa de censura a denúncias de genocídio, ampliando o debate sobre os limites entre expressão política e discriminação em espaços públicos. O episódio reforça a discussão sobre o papel de estabelecimentos culturais e políticos no contexto de manifestações de apoio ou crítica a causas internacionais.
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