março 25, 2026
março 25, 2026
25/03/2026

Bateria de estado sólido da Donut Lab permanece segura mesmo após danos e perda de vácuo

A Donut Lab, fabricante finlandesa, revelou nesta quarta-feira os resultados de uma avaliação de segurança de sua bateria de estado sólido, que demonstrou manter operação segura mesmo após sofrer danos e perder seu sistema de vácuo. O teste abordou um cenário crítico, típico de possíveis falhas em baterias de íon-lítio convencionais, como vazamentos ou incêndios, destacando a resistência do produto.

A experiência foi conduzida com uma célula específica, identificada como “DL2”, previamente submetida a um teste de alta temperatura a 100°C. Durante esse procedimento, a célula perdeu seu vácuo devido a danos estruturais. Há indícios de que, no momento, alguns observadores pensaram tratar-se de uma bateria com eletrólito líquido, dado o inchaço e a liberação de gases observados, comuns nesses eletrólitos e incomuns em células de estado sólido.

Segundo a empresa, o inchaço não foi causado pela liberação de gases do eletrólito, mas por uma falha de material. A DL2 usava componentes compatíveis com baterias de íon-lítio, que não são feitos para suportar temperaturas elevadas como as de 100°C. A equipe considerou inicialmente que a célula estaria totalmente comprometida, potencialmente sofrendo uma fuga térmica comum nesse tipo de bateria. Para testar sua resistência, a empresa decidiu prosseguir com a descarrega da célula danificada, visando verificar sua estabilidade e segurança. Acredita-se que, se fosse uma bateria de eletrólito líquido com uma vedação comprometida, ela teria vazado parcialmente, criando riscos de incêndio ou explosão.

O principal diferencial do teste foi reforçar a resistência de sua tecnologia de estado sólido. Ville Piippo, CTO da Donut Lab, comentou que, em cenário análogo com uma bateria convencional, as consequências poderiam ser graves, incluindo vazamento do eletrólito, contato com oxigênio e risco de incêndio. Diferentemente, a bateria de estado sólido não é suscetível a esses riscos, mesmo após danos estruturais.

Após os incidentes, a célula mostrou-se funcional em vários ciclos de carga e descarga. Ela passou por cinco cargas de 1C (carga completa em uma hora) sem apresentar problemas de funcionamento ou picos de temperatura. Posteriormente, foi submetida a mais de 50 ciclos de carregamento rápido a 5C (12 minutos por carga) a 25°C, sob condições controladas de resfriamento. Nesse período, a capacidade da bateria estabilizou por volta de 11 Ah, em relação aos 25 Ah originais, apresentando leve recuperação durante os últimos ciclos de teste.

A conclusão da avaliação é que, embora o desempenho da célula diminua após o dano à estrutura externa, o funcionamento permanece seguro e estável, sem sinais de superaquecimento ou risco de incêndio. Os próximos passos incluem possíveis estudos para aprimorar a durabilidade do produto frente a diferentes tipos de falhas.


Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad