Em 2025, o BNDES atingiu um patamar recorde ao investir R$ 366 bilhões na economia brasileira, o equivalente a aproximadamente um bilhão de reais diários. Este volume representa um aumento de 32% em relação ao ano anterior e um crescimento de 140% na comparação com 2022, último período da gestão anterior. Os recursos foram destinados principalmente aos setores de infraestrutura, indústria e às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo diferentes áreas econômicas do país.
O balanço financeiro divulgado pelo banco, sediado no Rio de Janeiro, evidencia que a instituição ampliou suas operações enquanto mantém uma gestão financeira sólida. O resultado financeiro de 2025 revelou um lucro líquido de R$ 26,8 bilhões, um incremento de 1,7% em relação ao ano anterior. Ainda mais significativo, o lucro recorrente — que exclui efeitos extraordinários — atingiu R$ 15,2 bilhões, registrando um crescimento de 15,4% e batendo recorde histórico do banco.
Dessa soma total, R$ 237,9 bilhões foram aplicados por meio de aprovações de operações de crédito, enquanto R$ 128,2 bilhões corresponderam a garantias oferecidas às empresas, especialmente às MPMEs, como ferramenta de apoio ao acesso ao financiamento. Essas garantias desempenham papel crucial na sustentabilidade do setor de micro, pequenas e médias empresas, facilitando investimentos e expansão.
Embora os dados sejam de âmbito nacional, seus efeitos alcançam localidades como Niterói e o estado do Rio de Janeiro. Investimentos em infraestrutura podem melhorar serviços como mobilidade urbana, saneamento e energia na região metropolitana, além de impulsionar o setor produtivo local. O estímulo às indústrias e ao comércio também traz benefícios na geração de empregos e na formação de cadeias produtivas mais robustas.
Os setores que mais receberam recursos em 2025 foram infraestrutura, com R$ 71,4 bilhões, e indústria, com R$ 71 bilhões. A agropecuária recebeu R$ 54,3 bilhões, enquanto comércio e serviços tiveram aprovações de R$ 41,2 bilhões. Outro destaque foi o crescimento no financiamento à indústria, que aumentou 35% em relação ao ano anterior e mantém-se como uma prioridade estratégica do banco, dado seu papel na recuperação e no fortalecimento do setor produtivo.
As MPMEs mantiveram uma posição central na atuação do banco, com R$ 224 bilhões destinados ao segmento, crescimento de 43% frente a 2024 e uma elevação de 215% na comparação com 2022. Mais da metade desses recursos corresponderam a garantias, reforçando o esforço para ampliar o acesso ao crédito às empresas menores, consideradas vetores importantes na criação de empregos e na democratização do crescimento econômico.
A saúde financeira do banco também foi confirmada por indicadores positivos, como uma inadimplência de apenas 0,06%, percentual significativamente inferior ao registrado pela média bancária nacional, de 4,08%. Os desembolsos seguiram predominantemente com taxas de juros de mercado, enquanto empréstimos com condições incentivadas ou subsidiadas representaram uma parcela inferior a 0,5%. A carteira de participações acionárias totalizou R$ 86,4 bilhões, incluindo investimentos em empresas públicas e privadas, como Petrobras, JBS, Axia Energia e Copel. Em 2023, o banco recebeu aproximadamente R$ 54,8 bilhões em dividendos e vendas de participações, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas, uma vez que uma parte do lucro deve ser revertida ao Tesouro Nacional.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social atua como um instrumento essencial para o financiamento de projetos de longo prazo, promovendo o desenvolvimento sustentável e competitivo do Brasil. A prioridade de suas operações segue focada no estímulo à inovação, à infraestrutura e ao fortalecimento das empresas menores, reforçando seu papel de suporte à política de crescimento econômico do país.
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