O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal que não teve a intenção de violar a legislação ao solicitar ajuda para consertar uma arma de fogo apreendida durante uma blitz realizada em Taguatinga, em 15 de junho. A apreensão ocorreu após uma abordagem de rotina, na qual foi encontrada uma pistola modelo Glock 9mm, juntamente com um carregador sobressalente, em um veículo dirigido por um de seus motoristas.
Durante o depoimento realizado na sua residência sob prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que seu segurança solicitou auxílio para reparo da arma, que estava registrada em seu nome e não tinha o registro cancelado. Segundo seu advogado, a arma era de propriedade do ex-presidente e a solicitação de manutenção não teve intenção de infringir nenhuma norma legal. O advogado também afirmou que Bolsonaro já forneceu esclarecimentos por escrito ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, reforçando a narrativa de que o episódio foi de pouca relevância penal.
A defesa de Bolsonaro destacou que, por não haver decisão de cancelamento do registro da arma, ela deveria permanecer sob posse do ex-presidente, esperando o arquivamento do inquérito, que tramita na Polícia Civil do DF. Além disso, a equipe jurídica ressaltou que não há indícios de intenção criminosa por parte de Bolsonaro no episódio.
O caso está sendo analisado pelo ministro Moraes, que questionou por que Bolsonaro solicitou reparos na arma próximo ao término do período de 90 dias concedido por sua prisão domiciliar, determinada como medida humanitária. Moraes deve anunciar nesta quinta-feira (25) se manterá ou não a prisão domiciliar de Bolsonaro, que cumpre o regime desde 27 de março, data em que foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelos crimes relacionados a suposta organização golpista.
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