O Botafogo enfrenta risco de perda de pontos na próxima rodada do Campeonato Brasileiro devido a uma dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos. A punição pode ser evitada se o clube pagar US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 125 milhões) à instituição americana dentro de um prazo de 90 dias.
Na segunda-feira, o clube recebeu uma nova punição com a aplicação de um banimento de transferências, relacionado ao débito junto ao Atlanta United por uma negociação envolvendo o argentino Thiago Almada. Esta não é a primeira punição nesse contexto; em dezembro de 2025, o Botafogo já havia sido punido pela mesma dívida. Mesmo após pagar uma parcela de US$ 10 milhões na ocasião, o clube inadmitiu o pagamento da segunda parcela, atrasando o cumprimento do acordo e prolongando a sanção.
De acordo com o Código Disciplinar da FIFA, reincidências e descumprimentos constantes podem resultar em sanções adicionais, incluindo dedução de pontos ou rebaixamento, além de restrições na contratação de novos jogadores. A norma indica que penalidades mais severas podem ser impostas em casos de infrações repetidas ou violações graves, especialmente quando as sanções de inscrição de jogadores já tiverem sido interrompidas por mais de três períodos de registro consecutivos.
O Botafogo solicitou que as punições sejam suspensas por uma medida cautelar, alegando que a recuperação judicial deve suspender ações de cobrança sobre suas dívidas. Assim, as pendências relacionadas ao Atlanta United e ao Ludogorets, referentes às contratações de Rwan Cruz e Santi Rodríguez, permanecem sob controvérsia e não podem ser renegociadas até que a recuperação judicial seja concluída. O clube ainda não quitou o valor de US$ 5 milhões (cerca de R$ 85 milhões), de um acordo anterior com o New York City.
Atualmente, o clube aguarda a decisão final da FIFA, na expectativa de que suas solicitações de suspensão das punições sejam atendidas, evitando assim maiores prejuízos esportivos por conta das dívidas atrasadas.
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